21 de abril de 2021
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CORONAVÍRUS

"Acidente de laboratório" é pouco provável como a origem da COVID-19

Missão da OMS à China, em janeiro de 2021, apontou que Sars-Cov-2 pode ter circulado em outro lugar antes de Wuhan

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Autoridades representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) – que fizeram missão à China para investigações sobre a origem do novo coronavírus – relataram nesta 3ª feira (09.fev.2021) em uma primeira coletiva de imprensa sobre a atividade que, antes de Wuhan, o vírus pode ter circulado por outras partes do país e que, um vazamento após acidente de laboratório é uma hipótese “extremamente improvável”. 

Em 14 de janeiro desse ano a equipe da OMS desembarcou em Wuhan e, segundo informações do G1, cumpriu duas semanas de quarentena, e partiu em análise de locais como o suposto "marco zero", origem do primeiro grupo conhecido de infecções, o mercado de frutos do mar em Huanan.

"Não há indicação da transmissão do Sars-Cov-2 na população do período anterior a dezembro de 2019", disse Liang Wannian, chefe da equipe da China.

Apesar das apurações da missão, as descobertas não mudam “dramaticamente” o atual cenário pandêmico. Assim, foram estudadas quatro hipóteses: 

  • transmissão direta entre espécies – de algum animal diretamente para a espécie humana;
  • introdução por meio de um hospedeiro intermediário, no qual o vírus ficou um tempo, se adaptou – isto é, sofreu mutações e pressão seletiva que possibilitaram a ele infectar humanos – e só então passou a circular;
  • contaminação por meio da cadeia de transporte e armazenamento de alimentos congelados. Esta hipótese vem sendo defendida pela China;
  • acidente de laboratório tenha feito com que o vírus vazasse para a população em geral. Esta hipótese não é sugerida pela OMS para futuros estudos, porque é "extremamente improvável", segundo Ben Embarek.

DADOS NACIONAIS

Diante da pouco informação sobre o comportamento e capacidade mutante do vírus, assim como sua origem, a pandemia segue arrastando-se e deixando marcas irreparáveis na população nacional. 

No Brasil são mais de 230 mil mortes. Informações da Folhapress apontam que, desde o início da crise da falta de oxigênio hospitalar no Amazonas, (em 24 dias) 37 pacientes transferidos de Manaus morreram em hospitais de outros estados, em um cenário de apagão de informações sobre infecções pela nova variante do coronavírus identificada no Amazonas e sua distribuição no país. 

Mortes por asfixia começaram a ser a preocupação em 14 de janeiro, quando a falta de insumo nos hospitais em Manaus. 

Por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, o governo Jair Bolsonaro precisa atualizar ao Supremo, de 48 em 48 horas, um plano de atuação no Amazonas. Dados do relatório mais recente fornecido pela Casa Civil da Presidência ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Até sábado (06.fev.2021), 570 pacientes haviam sido transferidos, a partir de uma coordenação do ministério. Desse total, 225 (39,4%) tiveram alta médica e 37 (6,4%) morreram longe de suas casas. Os 37 óbitos ocorreram no intervalo de 24 dias. A média é de 1,5 morte por dia.

NÚMEROS REGIONAIS

Dados mais recentes do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, do Governo do Estado, sobre Mato Grosso do Sul, mostram que, nas últimas 24 horas, foram registrados 29 óbitos e 1.037 exames positivos para a doença. 

Desde o início da pandemia foram 3.053 mortes por coronavírus em solo sul-mato-grossense. Quanto ao comprometimento de leitos, a situação mais grave é na macrorregião de Dourados, com 84% da taxa de ocupação; em Campo Grande, o índice é de 77%; em Três Lagoas, de 66% e em Corumbá, de 45%.