16 de junho de 2021
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Bolsa cai forte com Dilma além da margem de erro

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A presidente Dilma Rousseff (PT) deverá aparecer à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves, na pesquisa Ibope que, será divulgada às 18h de hoje, no jornal O Estado de São Paulo.

Mas, diferente das últimas mostras, que apontaram empate técnico nessa semana, com a petista numericamente à frente, a candidata à reeleição estará em vantagem fora da margem de erro pela primeira vez nesse segundo turno.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, da coluna Radar Online. Já precificando a pesquisa positiva para Dilma, o mercado abriu em queda de mais de 2% nesta manhã. À tarde, depois da divulgação da nota do colunista, a Bovespa opera negativa em 3,29%, aos 50.685 pontos.

Leia abaixo reportagem do portal Infomoney sobre o mercado:

Bolsa acentua queda e zera alta do ano

O Ibovespa tem queda nesta quinta-feira (23), com espera por pesquisas Datafolha e Ibope que devem ser divulgadas hoje depois do fechamento do mercado. O índice zerou os ganhos no ano e, na mínima, chegou a bater o seu menor nível desde abril. Às 10h45, a Bolsa caía 2,46%, a 51.122 pontos, enquanto o dólar ultrapassava o teto de R$ 2,50, com alta de 0,92%.

O mercado está precificando um cenário mais favorável para Dilma, segundo analistas da XP Investimentos, mas pode haver uma amenização com a abertura das bolsas americanas. Os futuros nos EUA subiam 0,8% no caso do Dow Jones e 0,73% no caso do S&P 500.

No pregão de ontem, a Bolsa foi influenciada por pesquisas Datafolha que mostravam avanço da presidente Dilma Rousseff (PT) contra o candidato Aécio Neves (PSDB). A presidente oscilou um ponto percentual para cima, chegando a 47% das intenções de voto contra 43% do tucano. O aumento da taxa de rejeição de Aécio e da avaliação positiva do governo pela população, inclusive na área econômica, maior fonte de ataques da oposição nessas eleições, trouxe sinais de que a petista estivesse mais perto de uma vitória nas urnas.

Essa percepção arrastou o Ibovespa e seu contrato futuro para duas fortes baixas, que são somadas a expectativas não concretizadas do anúncio de programa de estímulos pelo BCE para tirar a economia europeia da estagnação. Temporada de resultados de empresas também impacta Bovespa hoje.

Destaques

Novamente, as ações que mostram maior volatilidade são aquelas do chamado "kit eleições", composto por estatais e bancos. Petrobras ON e PN (PETR3; PETR4) caíam em torno de 4,5%. Na mínima, ações da estatal caíram abaixo do menor nível desde abril, com queda de mais de 5%. No radar da empresa, além das pesquisas eleitorais, está ainda o rebaixamento sua nota de risco pela Moody's na última terça-feira (21). Ao mesmo tempo em que fica a incerteza com relação ao represamento de preços que a estatal vinha sofrendo nos últimos meses, mas que mudou quando o preço do petróleo no mercado internacional caiu. Hoje, a gasolina vendida pela companhia está mais em linha com os preços praticados lá fora.

Resultado da Natura (NATU3) em linha com o mercado não geraram animaram os investidores. Apesar do cresicmento do lucro em 16,8% ano a ano, a retração na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (-3%) e o crescimento baixo da receita no Brasil, 2,7%, decepcionaram.

Além da Natura, Hering (HGTX3) também é influenciada pela pelos resultados divulgados ontem. As receitas da empresa ficaram abaixo das estimativas dos analistas, crescendo 0,7% em relação ao ano anterior.

O principal destaque negativo fica com as ações do Banco do Brasil (BBAS3), que registram desvalorização de 5,54% e são cotadas a R$ 25,93. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 10,35%.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis do Santander (SANB11), que são cotados a R$ 15,46 e apresentam alta de 1,51%.

Karla Machado