06 de maio de 2021
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PEDOFILIA | 'REI DO VAREJO'

Denúncia: esquema de exploração sexual de crianças mantido pelo fundador da Casas Bahia

Empresário é conhecido como "o rei do varejo" e teria usado seu poder como empresário bem-sucedido para manter durante décadas um esquema de aliciamento de crianças, diz Agência

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Com série de personagens a Agência Pública (Agência de Jornalismo Investigativo) denúncia em reportagem de 15 de abril, os crimes que teriam sido cometidos pelo empresário Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. Apresentando, na abertura do texto, um personagem hoje aos 40 anos, que foi estuprado aos 9 anos pelo empresário em um quartinho nos fundos da empresa em São Caetano do Sul (SP), àquela época, Klein tinha aproximados 70 anos.  

Segundo o texto de por Ciro Barros, Clarissa Levy, Mariama Correia, Rute Pina, Thiago Domenici, Andrea DiP, o indivíduo oferecia benefícios financeiros para abusar das crianças. No caso da criança de 9 anos ofereceu uma quantia em dinheiro e um par de tênis.  

Klein — faleceu em 2014. É conhecido como “o rei do varejo” e teria usado seu poder como empresário bem-sucedido para manter durante décadas um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para a prática de exploração sexual na sede da empresa, em Santos, São Vicente, Guarujá e Angra dos Reis. 

Ainda de acordo com a Agência, no entanto, as práticas dos crimes não teriam sido cometidas apenas pelo fundador. O filho, Saul Klein é hoje investigado por aliciamento e estupro de mais de 30 mulheres. Segundo o relato de fontes e dezenas de mulheres entrevistadas, há semelhanças na forma de agir de pai e filho. 

A Pública diz ter escutado mais de 35 fontes, entre mulheres que acusam Samuel Klein. De 1989 e 2010, Samuel Klein teria sustentado uma rotina de exploração sexual de meninas entre 9 e 17 anos dentro da própria sede da Casas Bahia. O empresário teria organizado um esquema de recrutamento e transporte de meninas, com uso de seus helicópteros particulares, que teria contado até mesmo com a participação de seus funcionários, para festas e orgias acobertadas com pagamentos às meninas e familiares com dinheiro e produtos das lojas espalhadas pelo país. 

Nasce daí a base para que o filho seja investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) por aliciamento e estupro de dezenas de mulheres. Veja AQUI  a reportagem completa.  

*FONTE: AGÊNCIA PÚBLICA.