19 de setembro de 2021
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TECNOLOGIA | SATISFAÇÃO

Dificuldade de acesso à serviços públicos digitais foi sentida por 45% dos brasileiros

Quase metade da população achou difícil o acesso à serviços como cadastro de empresas, B.O's policiais e consultas no Detran

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Mesmo com pouco incentivo às práticas de combate ao coronavírus, como isolamento social, o brasileiro passou a utilizar mais os serviços públicos digitais em 2020, mas dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento - em pesquisa divulgada nesta 5ª feira (18.mar.2021) revelam que, quase metade da população teve dificuldade ao buscar cadastros de empresas, registros de boletins de ocorrência policial, alteração de endereço de veículos no Detran e consulta de registro escolar feitos pela internet.

Foram ouvidas 13.250 pessoas, entre outubro e dezembro, com o intuito de avaliar como os serviços públicos digitais atendem à população, em especial durante a pandemia de Covid-19. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Segundo a média nacional, 85,5% da população considerou que essa adaptação para os meios digitais durante a pandemia foi feita com pouca dificuldade. Mas a percepção positiva desses serviços públicos prestados pelos Estados difere da avaliação com a experiência de serviços digitais privados (85% de satisfação).

Segundo a pesquisa TIC Domicílios de 2019, que é considerada uma das mais completas com relação ao acesso à internet residencial, 71% das casas tinham algum tipo de acesso à internet. De acordo com a pesquisa, 86,7% da população tem acesso ao Wi-Fi em casa, sendo São Paulo o estado mais conectado (93%); 94,7% dizem utilizar o celular para acessar a internet. A população que mais usa internet por celular é a amazonense (98%).

Na pesquisa do BID, o estado que apresentou maior desafio a usuários foi Minas Gerais, com 60% dos entrevistados relatando dificuldades de acesso. A melhor prestação ocorreu no Distrito Federal, com índice de reclamação de 24%.

Já na região Norte, foi verificado o maior grau de satisfação, com 62% dos cidadãos avaliando positivamente. Enquanto o Sudeste ficou na última colocação, registrando 50%.

Mesmo sentindo dificuldade para usá-los, 53% dos entrevistados demonstraram satisfação com os serviços estaduais. Os serviços digitais mais bem pontuados foram os de Rondônia e Acre (69%). O Rio de Janeiro foi quem ficou com a pior colocação (45%).

FGTS

Da experiência pela internet com o serviço público federal, que inclui FGTS, seguro-desemprego e auxílio emergencial, 55% a considerou positiva (31% ficaram neutros e 14%, insatisfeitos). 40% das pessoas disseram que confiam nas práticas de proteção de dados pessoais dos governos estaduais (27,3% não confiam, 23,8% ficaram neutros e 8,8% não souberam responder).

"Se, por um lado, a digitalização pode ter contribuído para a continuidade dos serviços públicos, por outro, a informação disponível aponta que sobretudo os governos estaduais e municipais não estavam preparados para uma transformação tão brusca na maneira de se relacionar com os cidadãos", aponta o estudo.

**Com informações da Folhapress