18 de abril de 2021
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EUA não descartam alta nos juros e economia brasileira pode se agravar

A eminente elevação na taxa de juros norte-americana pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA) pode gerar consequências em economias emergentes como as do Brasil, que atualmente passa por uma crise político-econômica deixando o mercado financeiro ainda mais instável.

Após a taxa de juros nos EUA ficarem inalteradas, próximas a zero nos últimos 7 anos, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) em ata da reunião realizada nos dias 16 e 17 de setembro, avaliou que seria prudente manter inalterada a taxa de juros até que se espere uma melhor recuperação da economia americana e a retomada nos níveis de criação de empregos, mas alguns membros do Fed, se mostraram propensos em elevar os juros até o fim do ano.

A expectativa é que o Fed eleve o juros em 0,25% , impactando muito pouco na economia norte-americana, e na avaliação de economistas as próximas altas serão gradativas até chegar a níveis considerados normais, em torno de 3% para os próximos dois anos. Mas essa tranquilidade na econômica americana não será refletida tão bem no mercados financeiros emergentes, segundo a agência de classificação de crédito Moody`s " o impacto de um aumento dos juros nos EUA nos mercados emergentes vai variar. Alguns já anteciparam uma ação do Fed e tiveram grandes desvalorização em suas moedas. A depreciação do câmbio beneficia as exportações, mas pode provocar turbulência nos mercados, afetando o crescimento global", aponta.

Para o Brasil, a elevação dos juros nos EUA implica na desvalorização do Real frente ao Dólar, o que desestimula investidores estrangeiros no país, trocando o mercado emergente pelo americano. O Dólar alto influência na economia interna, puxando os níveis de inflação pra cima, devidos a importação de commodites (matérias primas, produtos agricolas, metais entre outros) tenha cotação na moeda americana, o que acaba influenciando no bolso do trabalhador.

"Desafios domésticos severos contribuíram para aumentas a instabilidade no câmbio e nos mercados acionários", avalia a Moody`s sobre os mercados financeiros que serão afetados pela medida.