21 de junho de 2021
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Governo Lula e Dilma gastou R$ 364 mil com publicidade em jornais inexistentes

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Um relatório de auditoria da Secretaria de Controle Interno da Presidência de 2013 mostrou que, entre 2008 e 2012, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência gastou R$ 364,6 mil com anúncios em jornais inexistentes pertencentes a Grupo Laujar de Comunicação S/A, de São Bernardo do Campo.

Conforme relatório, eram entregues como prova, quatro páginas cada jornal que continham notícias repetidas. Além disso, as informações e as imagens eram apenas cópias de reportagens de outros portais de notícias sem atribuição de crédito, o que segundo especialistas configura "índícios de fraude".

De acordo com a Folha, os periódicos tinham um anúncio da Unimed com números de telefone genéricos, outro do Governo e um terceiro sem identificação.

Os auditores encontraram no endereço indicado como sede do grupo Laujar um sobrado residencial, e segundo vizinhos nunca funcionou ali nenhuma atividade logada à comunicação. Das 35 bancas visitadas e das 21 contatadas pelos fiscais, apenas uma, indicada pelo dono do grupo Laujar, conhecia um dos jornais citados, o Jornal do ABC Paulista.

O relatório concluiu que os periódicos entregues como prova à Secretaria de Comunicação Social eram falsos e que a declaração em cartório sobre a tiragem das publicações era inverídica.

A Secom afirmou em nota que aguarda resultado de investigações da Polícia Federal, e que os anúncios nesses supostos veículos foram cancelados. Segundo Folha, a primeira denúncia publicada pelo diário foi em 2012 e apontava que já em 2011, o governo federal havia gasto R$ 135,6 mil para anunciar nesses jornais. Em 2014, a Folha mostrou que entre 2004 e 2012, estatais federais pagaram R$ 1,3 milhão à empresa.