23 de junho de 2021
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Justiça decide soltar acusados de matar cinegrafista sem tornozeleira eletrônica

Falta de equipamento atrasou saída de ativistas do sistema penitenciário

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A Defensoria Pública do Rio conseguiu na Justiça extinguir temporariamente a obrigatoriedade do uso de tornozeleiras eletrônicas para os ativistas Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, acusados da morte do cinegrafista Santiago Andrade, em fevereiro de 2014. Eles deveriam ter sido libertados nessa quinta-feira (19) do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, mas a secretaria de Administração Penitenciária informou que o fornecimento das tornozeleiras foi interrompido em 6 de dezembro do ano passado, por atraso nos pagamentos. A Justiça já determinou a expedição de um novo alvará de soltura.

Na quarta, a Justiça do Rio aceitou o recurso da defesa e desclassificou o crime de homicídio triplamente qualificado. Eles vão responder, em liberdade, pelo crime de explosão, seguida de morte. O cinegrafista Santiago Andrade, de 49 anos, morreu depois de ser atingido na cabeça por um rojão, enquanto cobria uma manifestação no Centro do Rio.