19 de abril de 2021
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Operação Acrônimo

Operação da Polícia Federal mira PT na Bahia e OAS

A PF (Polícia Federal) iniciou nesta terça-feira (4) a Operação Hidra de Lerna, que investiga um grupo suspeito de criar um esquema de fraude em licitações e contratos no Ministério das Cidades e praticar financiamento ilegal de campanhas eleitorais.

A ação ocorre na Bahia, Distrito Federal e Rio de Janeiro e os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão.

A empreiteira OAS e um diretório do PT na Bahia são alvos da investigação. O ex-ministro das Cidades Mario Negromonte também seria um dos investigados.

Os mandados foram todos expedidos pela ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça. Os alvos da PF têm foro privilegiado.

A Operação Hidra de Lerna, que deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em apuração pela PF, tem como origem dois novos inquéritos em tramitação no STJ e cuja distribuição entre os ministros da Corte ocorreu automaticamente.

Em uma das linhas de investigação, a suspeita da PF é que os esquemas investigados fizessem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais.

A empreiteira sob investigação, segundo a PF, contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil.

Em outra direção a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

O nome da operação, segundo a PF, tem como origem a mitologia grega. Tal qual a monstruosa figura da mitologia helênica, que ao ter a cabeça cortada ressurge com duas cabeças, a Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma Organização Criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos.