18 de abril de 2021
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Rio 2016

Rio 2016: se tivesse pódium, paquera e sexo dariam medalhas a muitos atletas

As Olimpíadas do Rio de Janeiro têm 42 esportes para a disputa de três lugares no pódium. Mas não é só saltando, correndo, nadando, chutando, esgrimindo, cortando, arremessando e sacando que se exige preparo físico e emocional dos atletas. Fora das quadras, campos, pistas, raias, tatames e ringues pratica-se uma atividade que não pode ser chamada de esporte, mas agrega diversão, competição, atitude e, especialmente, a habilidade em seduzir: a paquera, que dependendo do grau de atração pode ser traduzida também por sexo.

O rala-e-rola envolvendo atletas e comissões técnicas de todo o mundo fez da Rio 2016 uma das competições mais sexuais de toda a história das Olimpíadas, de acordo com quem entende da matéria e agarra-se a algumas estatísticas e números reveladores. Só para as delegações olímpicas foram distribuídos 450 mil preservativos masculinos e 100 mil femininos (ou média de 42 por competidor). O Comitê Olímpico Internacional (COI) foi precavido, sabia do apetite e da adrelina dos 12 mil atletas de 206 países.

CONTEXTO DE TENTAÇÃO - Quase três semanas longe de casa, a maioria concentrada num mesmo lugar, ansiedade, tensão, angústia, euforia, solidão e os vários arrebatamentos de uma experiência como essa, conhecer outras culturas e costumes não deixa de ser uma novidade interessante. Interessante e irresistível quando compartilhada a dois (há quem não se importe com mais protagonistas), especialmente se as parcerias nascem do artifício mais magnético que existe: a paquera.

Para ajudar e aquecer ao máximo essa aproximação e ampliar as possibilidades de relacionamento para grande parte dos mais de seis mil homens e 5,3 mil mulheres, a ajuda eletrônica tem sido o maior indutor. O Tinder, um aplicativo de encontros, em apenas dois dias registrou um crescimento de 129% nos seus matches. Na linguagem eletrônica, dar um matche é quando duas pessoas combinam um encontro depois de entrar em contato pelo Tinder e uma aprovar a foto da outra.

Existe no Instagram uma conta, a @sportsswipe, que registra e compila perfis de atletas olímpicos no Tinder. Entre os adeptos desse link estão o remador italiano Giuseppe Vicino e as handebolistas dinamarquesas Jessy Kramer e Cornelia Groot. Uma conta Premium no Tinder dá a eles e elas as chances de arriscar um match na bela loura Anna Wierbowska, remadora da Polônia, ou no paqueradíssimo nadador norte-americano Ryan Lochte, que se confessa, aos 32 anos, usuário fiel dos canais de paquera.

LIBERDADE – A liberação sexual no universo esportivo esporte é cada dia mais ampla e irrestrita. Em décadas anteriores, as coisas aconteciam com maior discrição e quando reveladas estava pronto o mega-escândalo. No entanto, não é novidade que os ambientes de competições esportivas de vulto estimulam a libido. E sem distinção de gênero boa parte dos protagonistas abre o jogo. Foi o que fez, por exemplo, Hope Solo, a sensual goleira de futebol dos Estados Unidos.

Além de contar que o sexo “rola solto” e qualquer lugar serve para os finalmentes, inclusive ao ar livre, Hope revela que já participou de aventuras sexuais em uma Olimpíada. Foi na de Londres, em 2012, na sequência de uma festa após uma vitória. Depois de embebedar-se, eufórica, a goleira diz que entrou num aposento da Vila Olímpica juntamente com outras jogadores e alguns convidados famosos. "Distraíamos os seguranças com as nossas medalhas e levávamos gente para os quartos", revelou.

Na Rio 2016 os casais homoafetivos encontraram uma conjuntura receptiva para que se se apresentassem com suas escolhas, casos de duas atletas brasileiras, as jogadores Izzy, do rúgbi, pedida em casamento pela companheira e assessora em pleno estádio, e a judoca medalhista de ouro Rafaela Silva, que postou nas redes sociais uma foto com a namorada Thamara Cezar, anunciando uma viagem romântica á Disneylândia para curtir a conquista do pódium.

Impactante também foi o caso do rompimento da parceria esportiva entre Ingrid de Oliveira e Giovanna Pedroso. Elas competiram nos saltos ornamentais e depois da eliminação decidiram desfazer a dupla. Soube-se que ambas cultivavam algumas rusgas, mas a gota d´água teria sido uma discussão por causa do canoísta Pedro Henrique, com quem Ingrid queria ficar a sós no quarto que as duas dividiam na Vila Olímpica. Ela pediu que Giovanna saísse, mas não foi atendida. A convivência entre ambas ficou insustentável.  

Conforme a organização do evento, até o quinto dia de competições as delegações que mais procuraram por camisinhas foram as da China, Coréia do Sul, Venezuela e Cuba.