15 de junho de 2021
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Uma morte confirmada pelas autoridades francesas

"facilite o acesso às forças de segurança"

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Pelo menos uma pessoa foi morta hoje de manhã numa tomada de reféns num supermercado em Trèbes, perto de Carcassonne, no sul de França, anunciou o comandante da polícia local.“Temos infelizmente a suspeita de uma morte, mas não podemos fazer entrar um médico para confirmar”, disse à France-Presse o general Jean-Valéry Lettermann.

Por volta das 13:00 (menos uma hora em Lisboa), todos os reféns tinham já sido libertados.

Uma fonte próxima do processo disse à AFP que há pelo menos dois mortos.

A Associated Press cita por seu turno o secretário-geral do sindicato da polícia, Yves Lefebvre, que afirma que um refém foi morto a tiro e outro gravemente ferido.

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ao ministro do Interior, Gérard Collomb, para se deslocar a Trèbes.

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, afirmou que tudo leva a crer que o tiroteio seguido por uma tomada de reféns perto de Carcassonne, se trata de "um ato terrorista".

"A seção antiterrorista do Ministério Público de Paris está a reunir todas as informações que temos até ao momento e essas informações sugerem que se trata de um ato terrorista", disse Philippe, que interrompeu a visita que fazia a Mulhouse (no norte do país).

Um homem, que afirmou agir em nome do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, entrou no supermercado cerca das 11:15 (10:15 em Lisboa) e foram ouvidos tiros, segundo fonte judicial citada pela agência France-Presse (AFP).

Pelo menos uma pessoa terá falecido no ataque, segundo o general Jean-Valéry Letterman, citado pela agência France-Presse, mas até o momento as forças de segurança não conseguiram enviar um médico para confirmar a situação.

A justiça antiterrorista assumiu a investigação do ataque, que o primeiro-ministro francês Edouard Philippe classificou como "sério".

Dois incidentes

As forças de segurança responderam a dois incidentes separados na manhã desta sexta-feira, um no supermercado de Trèbes e o segundo na cidade vizinha de Carcassonne, onde um polícia que fazia ‘jogging’ com outros três a cerca de 10 quilómetros do supermercado foi alvejado. O polícia, atingido num ombro, está livre de perigo.

As autoridades não explicaram se os dois incidentes estão relacionados.

Em Trèbes, um homem entrou às 11:15 (10:15 em Lisboa) num supermercado da cadeia SuperU, tendo sido ouvidos tiros.

O alegado atacante afirmou que pertence ao grupo Estado Islâmico (EI), segundo fontes judiciais, citadas pela AFP.

As autoridades locais anunciaram no Twitter que a área estava isolada e pediram à população que "facilite o acesso às forças de segurança".

Se o vínculo com o EI for confirmado, este ataque seria o primeiro desta dimensão desde a eleição do presidente Emmanuel Macron em maio do ano passado.

A tomada de reféns acontece com a França ainda em estado de alerta, após a série de atentados desde o ataque contra a redação do jornal 'Charlie Hebdo' em janeiro de 2015, que deixou 12 mortos.

A onda de atentados extremistas fez 238 mortos e centenas de feridos em 2015 e 2016. Vários ataques ou tentativas de ataques tiveram como alvo militares ou polícias.

Gérard Collomb, ministro de Estado e da Administração Interna, disse, também nas redes sociais, estar já reunido para um ponto de situação.