17 de setembro de 2021
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CORONAVÍRUS

Vacina de Oxford só será revendida ao Brasil após 100 milhões de indianos vacinados

Nesta 3ª-feira (5.jan.21), o Ministério da Saúde estará em reunião para sanar o impasse

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O Instituto Serum, laboratório indiano responsável pela fabricação da vacina de Oxford comunicou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  que o governo da Índia vetou a exportação do produto até que toda sua população em grupo de risco seja imunizada – o país tem 1,3 bilhão de habitantes. A Anvisa havia autorizado a importação de duas milhões de doses da vacina. Nesta 3ª-feira (5.jan.21), o Ministério da Saúde estará em reunião para sanar o impasse.  

Segundo a Adar Poonawalla, CEO do Serum, a venda para outros países só será possível após o governo indiano receber 100 milhões de doses.

Como a vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro, o Itamaraty entrou em campo para tentar, por vias diplomáticas, resolver o impasse comercial. A estratégia do Brasil é convencer a Índia que os dois milhões de doses são um volume pequeno perto da capacidade de produção do Serum, o que não afetaria o programa de imunização indiano.

E a Anvisa pediu à Fiocruz mais informações sobre a vacina a ser importada. A agência quer garantias de que o imunizante do Serum é, de fato, o mesmo desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo laboratório americano AstraZeneca, do qual o instituto indiano é parceiro.

Empenhadas em comprar cinco milhões de doses da vacina indiana Covaxin, as clínicas particulares brasileiras não poderão administrá-las à vontade. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que mesmo as clínicas privadas precisarão seguir a ordem de prioridades do Plano Nacional de Imunização. A vacina indiana, cuja eficácia não foi divulgada, ainda precisa de aval da Anvisa.

NÚMEROS 

O Brasil chegou a 196.591 mortos por Covid-19, com os 562 óbitos computados ontem. A média móvel dos últimos sete dias voltou a ficar acima de 700, mas indica estabilidade no número de mortes. Desde o início da pandemia foram confirmados 7.754.560 casos da doença no país.

ESTADO

Correndo por fora, os estados estão negociando diretamente com a Pfizer a compra de vacinas. A empresa ainda aguarda uma decisão do governo federal.

Mais 26 mortes em decorrência da Covid foram registradas em Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (4.janeiro.21). Conforme a atualização do boletim epidemiológico os óbitos ocorreram entre 30 de dezembro de 2020 a 3 de janeiro de 2021.

Do total de pacientes que não resistiram a doença, 12 são de Campo Grande, 3 de Dourados, 2 de Maracaju e 2 de Ponta Porã. Os municípios de Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Glória de Dourados, Itaporã, Juti, Ladário e Miranda registraram uma morte cada. Ao todo o Estado contabiliza 2.398 vidas perdidas para a doença.

Até o momento, MS teve 136.250 casos confirmados, sendo que 121.599 foram recuperados, 11.687 estão em isolamento domiciliar e 566 hospitalizados (280 leitos clínicos e 286 em leitos de UTI).