31 de outubro de 2020
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PESQUISA

Arroz, carne, gasolina e energia elétrica caras fazem Capital liderar inflação no País

Inflação é a maior em 17 anos em Campo Grande no mês de setembro

Entre 16 regiões pesquisadas no Brasil Campo Grande bateu 1,26% nas altas de alimentos, transporte e serviços e lidera 
como a cidade com maior alta na inflação desde 2003, o número considera o mês de setembro. Nos últimos 12 meses a cidade também lidera como a que mais aumentou a inflação chegando a impressionante porcentagem de 5,78%. A avaliação é do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu a 0,64% em setembro na comparação com agosto. O levantamento foi divulgado nesta 6ª-feira (9.out.2020) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior resultado para um mês de setembro desde 2003 (0,78%). Eis a íntegra

A alta na Capital, se deve, segundo a pesquisa, em função da alta do arroz (17,33%), carnes (6,66%), energia elétrica (3,55%) e gasolina (2,69%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC de setembro subiu 0,87%, acima dos 0,36% registrados em agosto. Este é o maior resultado para um mês de setembro desde 1995, quando o índice foi de 1,17%. No ano, o INPC acumula alta de 2,04% e, nos últimos 12 meses, de 3,89%, acima dos 2,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2019, a taxa foi de -0,05%.

Os produtos alimentícios subiram 2,63% em setembro enquanto, no mês anterior, a alta havia sido menor (0,80%). Já os não alimentícios subiram 0,35%, após registrarem 0,23% em agosto.

ABRANGÊNCIA 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 28 de agosto e 28 de setembro de 2020 (referência) com os vigentes entre 29 de julho e 27 de agosto de 2020 (base).

Cabe lembrar que, em virtude da pandemia de COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.