13 de junho de 2021
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Casa da Mulher conta com patrulha Maria da Penha e serviço de crédito exclusivo

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Na Casa da Mulher Brasileira, as sul-mato-grossenses podem encontrar serviços essenciais para sai da condição de vítimas de violência.

Um dos destaques da primeira semana de funcionamento da Casa é o trabalho desenvolvido pela Patrulha Maria da Penha, que é formada por 30 guardas municipais, sendo dez mulheres.

Os guardas em patrulha, quando acionados, vão até a casa da mulher vítima de violência. Caso ela tenha sofrido alguma lesão grave, será encaminhada à unidade de saúde mais próxima e o agressor será preso em flagrante. A mulher não será, necessariamente, encaminhada a Casa da Mulher Brasileira, pois se quiser fazer a denúncia poderá ser levada a Deam localizada no Centro.

Além disso, quando o Botão da Vida estiver funcionando, a patrulha realizará visitas periódicas a mulheres com medida protetiva. “Quando a tornozeleira for implantada no agressor – isso ocorrerá junto com a implantação do Botão da Vida –, os guardas municipais da Patrulha Maria da Penha também farão rondas na casa do agressor para que não se aproxime da mulher com a medida protetiva contra ele”, informa o secretário municipal de Segurança Pública, Valério Azambuja.

Ainda segundo Valério, a Secretaria de Segurança Pública está elaborando um projeto para encaminhar à Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM) para aumentar o número de viaturas da patrulha.

Diferentemente da Patrulha Maria da Penha, que é o primeiro serviço a ser acionado pela mulher em situação de violência, também é oferecido pela na Casa da Mulher Brasileira o serviço de autonomia econômica, que consiste na capacitação da mulher, colocação no mercado de trabalho e até liberação de crédito. Esse serviço é coordenado pela Funsat (Fundação Social do Trabalho).

A autonomia econômica para mulheres em situação de violência é para aquelas que necessitam de colocação ou recolocação no mercado de trabalho, quer seja por meio de um posto formal, quer seja para mulheres que queiram ser empreendedoras. “As mulheres precisam ter uma geração de renda para que possa se tornar autônoma em relação ao seu agressor”, explica o diretor-presidente da Funsat, Cícero Ávila.

Para a mulher que deseja abrir o próprio negócio, os servidores da Funsat que estão na Casa da Mulher Brasileira darão orientação para que ela possa desenvolver seu empreendimento, além de financiar o negócio. “Por exemplo, iremos financiar uma mulher que queira abrir um salão de beleza, assim ela terá o próprio negócio”, ressalta Ávila.

As mulheres que seguirem o caminho do empreendedorismo poderão pegar empréstimos de até R$ 8.000, como Micro Empreendedora Individual (MEI) ou informal. Os juros praticados são mais baixos que o de mercado, sendo de 1,5% ao mês, com a vantagem de desconto de pontualidade, de 0,2%, se pagar na data de vencimento. 

Além disso, as mulheres terão o serviço de emissão de documentos, cadastro de vagas de emprego e qualificação profissional. A prefeitura ainda oferece atendimento psicossocial para as mulheres atendidas na Casa da Mulher Brasileira.