03 de agosto de 2021
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Não pagou

Com microfone e caixa de som sindicalistas fazem protesto em frente à Selco

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Parados em frente ao prédio onde funciona a empresa Selco Engenharia, na Rua Euclides da Cunha  em Campo Grande, sindicalistas utilizaram um microfone e caixas de som  para exigir que a rescisão de mais 60 empregados, que foram demitidos entre os meses de outubro e novembro de 2015, sejam pagas pela empresa.

Representantes de cinco sindicatos e alguns ex-funcionários da Selco participaram da mobilização que ocorreu  na tarde desta sexta-feira (5). “Fui obrigado a tirar férias sem receber, e quando retornei fui demitido. Não recebi meu FGTS, e não pude dar entrada ao seguro desemprego e nem consigo arrumar outro emprego, pois eles estão com a minha carteira de trabalho” Conta um ex-funcionário da Selco que preferiu manter a identidade preservada. 

De acordo com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom CG/MS), José Abelha Neto, até o momento a empresa não apresentou prazos para os pagamentos e continua mantendo retida a carteira de trabalho de todos os 60 trabalhadores. “ A única informação que a Selco nos deu foi que não há dinheiro em caixa para efetuar os pagamentos porque a prefeitura não repassou a verba. Nos estivemos em reunião, no mês passado, com o prefeito Alcides Bernal, e ele afirmou que seria repassado 50 milhões para a empresa, agora no início de fevereiro. Independente da prefeitura repassar verba ou não a empresa precisa cumprir com suas obrigações patronais”, afirma Abelha.

O MS Notícias entrou em contato com a prefeitura via e-mail e telefone, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

Durante todo o protesto nenhum representante da Selco apareceu para prestar esclarecimentos. Representantes dos cinco sindicatos que participaram da mobilização afirmaram que na próxima quinta-feira (5) haverá uma nova e maior mobilização em frente à sede da empresa. “ Iremos montar acampamento e realizar nosso almoço e janta aqui, até que a Selco se posicione. É o direito do trabalhador receber, e vamos lutar por isso”, frisou Abelha.