25 de junho de 2021
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Contra corte de plantões, médicos da Capital param e atendem apenas casos de urgência

Consultas com especialistas e clínicos gerais além de atendimento ambulatorial estão suspensos

Mesmo com pedido liminar do município para que seja suspensa, a greve dos médicos em Campo Grande teve início normalmente às 8h da manhã de hoje. Com greve, apenas 30% dos 1,4 mil médicos que atuam no município estão trabalhando. 

Conforme o presidente do Sinmed (Sindicatos dos Médicos de Mato Grosso do Sul) Valdir Siroma, o sindicato ainda não foi notificado de nenhuma decisão judicial, e até que isso aconteça, a greve permanece. "Vamos acatar a decisão judicial, pois não queremos causar transtornos e sempre buscamos o diálogo pensando no bem da população, porém, como não conseguimos avançar iniciamos a greve", afirma.

Para a médica da família Rosimeire Fernandes Arias, a greve é a única forma que os profissionais encontraram de sensibilizar o município e reverter a decisão do Prefeito Gilmar Olarte de cortar plantões. Segundo Rosimeire, os médicos estão cada um nas suas unidades de saúde, porém do total dos escalados para data de hoje, apenas 30% estão atendendo os pacientes. Os primeiros a ser atendidos serão os pacientes de emergência e urgência, depois os ambulatoriais de acordo com classificação de gravidade, conforme explica Rosimeire.

A médica garante que todos serão atendidos, porém o tempo de espera deve ser maior, já que há 70% dos médicos a menos trabalhando. Na UPA Cel Antonino, por exemplo, dos nove médicos escalados para trabalhar hoje, apenas quatro estão trabalhando, dois pediatras e dois clínicos. Os outros cinco permanecem no local. 

O mesmo acontece nos CRS (Centro Regional de Saúde), nas UBS (Unidades Básicas de Saúde), e UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) e no Cempe (Centro Municipal Pediátrico) onde as consultas foram todas canceladas. Já no CEM (Centro de Especialidade Médicas) todos os 920 atendimentos previstos para hoje foram suspensos. 

Divergência de Informações

A maioria dos médicos presentes na UPA Cel Antonino criticaram o secretário de administração Wilson do Prado e o Prefeito por divulgarem informações incompletas em relação ao rendimento dos médicos. Na última segunda-feira, Wilson afirmou à imprensa que a maioria dos médicos recebe R$ 15 mil, alegando não haver motivo pra greve.

Porém, segundo Rosimeire, o salário dos médicos, que antes era de R$ 5580 para 20 horas semanais foi reduzido na gestão Olarte para R$ 2580. Ela explica que esse salário de R$ 15 mil a qual o secretário se refere é pago a alguns médicos devido ao grande número de plantão exercido por eles. "Conseguimos receber mais porque trabalhamos, fazemos muitos plantões, mas até isso o município cortou".

Conforme Rosimeire, até a gestão de Olarte não havia limites de plantões por médicos, porém recentemente, para cortar gastos da Prefeitura, ele determinou que médicos que possuem apenas um concurso podem fazer até 14 plantões por mês, os que foram aprovados em dois concursos podem fazer 20.  


População desaprova

Embora entendam a posição dos médicos, a maioria dos pacientes que estiveram na manhã de hoje na UPA Cel Antonino se disse contrária à greve. Para a aposentada Julia M. dos Santos, 58 anos, que acompanha o esposo a greve só irá prejudicar ainda mais a população. “Vim com marido que passou mal a noite toda com muitas tonturas, nós moramos aqui no bairro e dependemos da UPA, o atendimento já é demorado e ruim em dias   normais imagina com greve, só vai piorar”, afirma.

 

 

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