19 de abril de 2021
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Deixar as ruas com crateras pode ser uma economia burra, mas Bernal promete agir

Tapar buracos inexistentes foi um dos motivos que criou crateras nas contas do município, deixar que se transformem em crateras poderá causar um rombo maior. Campo Grande será chamada “Cidade Lua”.

Com o propósito de economizar recursos e reduzir o déficit deixado pela administração de Gilmar Olarte (PP por liminar e réu em processo de corrupção e lavagem de dinheiro), o prefeito eleito Alcides Bernal (PP) cancelou no início de setembro os serviços considerados mais onerosos e menos essenciais. No entanto, os buracos que tomam as ruas da Capital estão se transformando em crateras. A questão a ser respondida é se, a médio e longo prazo, a medida trará economia ou custo mais elevado.

A burocracia do processo licitatório torna impraticável ações em curto prazo, a estrutura da Prefeitura para realizar esse serviço é precária, resta, talvez, uma contratação emergencial.

A população já demonstra cansaço com essa inércia do poder público. Agora, com as chuvas que retornaram à cidade, os buracos ficam encobertos pelas águas, aumento o risco de acidentes além de aumentar o estrago.

Questionado durante evento realizado no auditório do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Bernal disse que “tomaremos algumas medidas que não podem ficar emperradas na burocracia. Mas para que essas medidas sejam realizadas, pedirei ao MPE (Ministério Público Estadual) e ao Tribunal de Contas, pois Campo Grande não pode se tornar esse queijo suíço que aparenta agora. Os buracos estão ai, e são muitos. O asfalto é muito antigo por isso vou procurar o MPE, o TC e até a Câmara Municipal para solucionar rapidamente esse problema”.

Quanto a mobilizar o efetivo da Seintrha, Bernal informou que a Prefeitura conta com apenas dois rolos compactadores e outros equipamentos defasados. Como os buracos não aguardam decisões e pelo fato de Bernal ter uma característica centralizadora que emperra ações, antes que Campo Grande passe a ser conhecida como “Cidade Lua”, em razão das enormes crateras que tomam nossas ruas, medidas urgentes são necessárias. Afinal, essa suspensão dos serviços pode ser uma prova de economia burra, quando se economiza hoje para gastar muito mais no futuro, com o agravante de causar prejuízos para todos os proprietários de veículos, empresas de transporte público, frota de caminhões e aumentar o risco de acidentes.

É evidente que a atual gestão tem como principal preocupação equacionar a folha de pagamento dos servidores municipais e garantir o 13º salário, até para evitar problemas econômicos que afetaria a economia municipal, mas apesar de delicada, essa questão deve ser resolvida urgentemente.