19 de abril de 2021
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INVESTIGAÇÃO

"Graças a Deus, dessa vez, a Seleta não está envolvida", disse presidente sobre buscas da PF

A PF cumpriu mandados em investigação por crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e organização criminosa

A Sociedade Caritativa e Humanitária (Seleta) de Campo Grande (MS), foi alvo da Polícia Federal nesta 5ª-feira (25.fev).  O presidente da Seleta, Roberto Barros de Oliveira, disse ao Campo Grande News que a PF estava no prédio da entidade recolhendo documentos, que dessa vez a entidade não estaria envolvida. “Desvio, pessoas trabalhando a mais. Graças a Deus, dessa vez, a Seleta não está envolvida”, disse o presidente da Seleta, Roberto Barros de Oliveira.

A PF cumpriu mandados em investigação por crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e organização criminosa. (Veja aqui)

Impedida de licitar e com dívidas trabalhistas, a Seleta 'quebrou' e no mês de dezembro, a Justiça do Trabalho colocou o imóvel, que ocupa quase uma quadra na Vila Esplanada, para leilão por R$ 17,8 milhões.

A Polícia Federal também esteve em Anastácio/MS. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Os investigados responderão pelos crimes de peculato e organização criminosa.

CRIME 

“A Omep e a Seleta foram transformadas numa agência de empregos, recebendo comissão de 5% sobre os custos mensais do convênio”, diz a decisão judicial relacionada as empresas no Justiça de Mato Grosso do Sul, que compreende ações contra as entidades desde 2016.  

As investigações mostraram que ocorreram várias contratações de funcionários fantasmas. Mais de 4.300 pessoas foram contratadas dessa forma, com espaço para apadrinhados políticos e até parentes do ex-prefeito Alcides Bernal (PP).

A lista de trabalhadores pagos pelo convênio também incluía pessoa presa há anos e moradora de Ladário, cidade a 421 km de Campo Grande. Os contratos foram alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em 2016. 

*Com informações do Campo Grande News.