25 de setembro de 2020
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Greve em Ceinfs pegam até professores de surpresa

Os boatos de que os Ceinfs (Centro de Educação Infantil) iriam fechar suas portas em protesto a melhores salários e o pagamento dos que estão atrasados se consolidaram na manhã de hoje, no entanto, até professores de surpresa. Dos 98 centros, alguns pararam suas atividades, fazendo com que diversos pais de crianças deixassem de trabalhar para ficar com seus filhos. Exemplo disso é o Ceinf Claudio Marcos Mancini, localizado na Vila Jussara, que não abriu suas portas. De acordo com uma professora que não quis se identificar, ao chegar ao centro, a secretária avisou sobre a greve. “Eu cheguei aqui e me avisaram. As aulas foram normais até na sexta, não comentaram da greve, as únicas pessoas que vieram são as concursadas, o resto do pessoal não apareceu”, afirmou. Enquanto a reportagem do site MS Notícias estava em frente ao local, pais de alunos foram chegando aos poucos para deixar seus filhos na aula. Todos ficaram pasmos ao saber da greve, e alguns se irritaram com a informação dada pela reportagem. A mãe de um aluno, ao ouvir os comentários não desceu do carro, e apenas explicou que iria ter que procurar alguém para ficar com seu filho enquanto fosse trabalhar. Já, outra mãe comentou do transtorno que é chegar ao Ceinf e saber que não há aulas. Ela lembrou também que, muitas empresas não permitem crianças em sua sede. “Eu ouvi alguns boatos sobre a greve, mas nada foi avisado aos pais, sexta-feira teve a apresentação normal de dia das mães”. Já, o radialista Cleber Brauna, comentou que no seu caso, a necessidade do Ceinf é enorme, pois ele e sua mulher trabalham e não tem com quem deixar seu filho de cinco anos. “Provavelmente minha mulher não vai ir trabalhar hoje para ficar com ele. É difícil arrumar uma babá de última hora para cuidar”, afirmou. A reportagem do site MS Notícias entrou em contato com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) e não obteve mais informações sobre a greve, disseram apenas que a assessoria de comunicação da prefeitura é a responsável por explicar o que acontece. Ao entrar em contato com a assessoria, também não foram obtidas respostas, e até o fechamento desta matéria não houve retorno da prefeitura. Tayná Biazus