16 de outubro de 2021
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Saúde

Marquinhos em estado de guerra com desafios extras da saúde

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Em pouco mais de dois anos de mandato o prefeito Marquinhos Trad (PSD) não teve um dia sequer sem receber informações dos serviços de saúde em Campo Grande. Ele cita que até mesmo nos raros momentos de lazer ou descanso com a família a preocupação com o atendimento à população o mantém antenado. E hoje, esta realidade mostra-se ainda mais implacável.

Além das deficiências acumuladas há décadas em diversas administrações, Marquinhos encara atualmente uma realidade ainda mais complexa, caracterizada pela explosão demográfica – a capital encosta no primeiro milhão de moradores -, a incontida expansão imobiliária e o represamento de demandas econômicas, sociais e urbanas. Isso tudo significa mais demandas para a saúde publica.

A clientela do SUS está multiplicada, as estruturas disponíveis são atropeladas pelas demandas e as ocorrências tradicionais da saúde ganham a companhia dos desafios extraordinários, como a dengue e outras doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti, os males provocados pelo calor excessivo e o quilométrico prontuário dos doentes que dependem de exames e acompanhamento especializado, como a diabetes, a hipertensão e a deficiência renal. Adicione-se ainda o capítulo lamentável protagonizado por uma parcela da população que não participa ativamente das ações preventivas ou não se informa como proceder para não contribuir com o congestionamento dos postos quando pode ser atendida em unidades básicas em vez de uma UPA.

Quando assumiu, em janeiro de 2017, Marquinhos já havia mentalizado tal situação. E tratou de por em prática, de imediato, um planejamento de ações sistematizadas e pontuais para os quatro anos. Assim, quando explodiu a epidemia de dengue, apesar dos transtornos a Prefeitura estava preparada. O problema é que o volume de procura pelos postos foi muito maior do que se poderia prever. Marquinhos declarou então guerra sem tréguas aos fatores que fizeram do sistema de saúde o grande alvo das reclamações da comunidade.

O prefeito faz essa guerra mantendo-se próximo da população. Não só nas incursões aos postos, mas também visitando as residências, acompanhando as equipes de profilaxia e checando nos detalhes o que falta, o que pode melhorar e o que tem que mudar. De tudo isso, já fez um pouco. Embora sem sobra de recursos, emprega o que tem e o que consegue captar externamente na aquisição de equipamentos, ampliação de unidades e na valorização e capacitação de recursos humanos. 

Com a epidemia de dengue, decisões de impacto são tomadas, uma após outra. A Prefeitura autorizou o aumento na quantidade de plantões dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Conforme o decreto, o plantão eventual deve ser cumprido em períodos de quatro,  seis ou 12 horas consecutivas, com limite ao equivalente a 14 plantões de 12 horas. Os servidores em regime de acumulação legal de cargos poderão cumprir mais o equivalente a seis plantões de 12 horas, até completar a escala, a fim de se evitar prejuízo no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Para reforçar as Unidades Básicas e de Saúde da Família (UBSs e UBSFs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs)  e melhorar a qualidade dos serviços, foram convocados 130 médicos inscritos no Cadastro Temporário. Estão nessa tacada oito pediatras para trabalhar 24 horas semanais e 122 médicos ambulatoriais, com cargas horárias que variam entre 24, 40 e 48 horas de trabalho semanais. Somente este ano a SESAU já convocou 399 médicos para reforçar o atendimento em toda a rede por contratos temporários.

Outra inovação que a comunidade ainda precisa assimilar maciçamente: pacientes de quatro unidades de saúde de Campo Grande já tem a possibilidade de monitorar o agendamento de consultas, exames e outros procedimentos de qualquer lugar por meio do aplicativo Meu DigiSUS. É uma plataforma móvel de serviços digitais oficial do Ministério da Saúde. O  agendamento e cancelamento de consultas na atenção básica também podem ser realizados pelo próprio telefone celular.

 LIXO DO MOSQUITO – Na operação de guerra contra a dengue, as equipes de prevenção e combate bateram o recorde em visitações. O balanço da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Secretaria Municipal de Saúde (CCEV), informa que 3.757 imóveis foram inspecionados, 4.494 depósitos e 433 focos foram identificados e eliminados.  Durante a ação, os agentes identificaram 2.391 imóveis fechados. No domingo, o trabalho contou com o suporte de um caminhão cedido pela Secretaria de Obras (SISEP), utilizado no recolhimento dos materiais inservíveis.