22 de abril de 2021
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COVID-19

Medidas de segurança mais duras começam a ser tratadas pelos poderes

Câmara Municipal aprovou projeto do Executivo que coloca Capital em consórcio para adquirir vacinas do combate à pandemia do coronavírus

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Medidas de segurança contra a Covid-19 começam a ser adotadas, após concordância entre os poderes. Durante a sessão de hoje (09.mar.2021), vereadores da Casa de Leis aprovaram o projeto do Executivo para adesão ao protocolo de intenções firmado entre municípios de todas as regiões da República Federativa do Brasil, para adquirir vacinas do combate à pandemia do coronavírus.

Além de cumprir com outras finalidades, relativas à aquisição de medicamentos, insumos e equipamentos na área da saúde de interesse público, na prática garante também a participação de Campo Grande no Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras), que visa agilizar a imunização da população nesse primeiro momento. 

No futuro, também atenderá eventuais demandas por medicamentos, equipamentos e insumos que sejam necessários aos serviços públicos municipais de saúde. As fontes de recursos desse Consórcio são: 

  • repasses feitos pelos municípios consorciados na forma do contrato de rateio;
  • repasses da União, dos Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios não consorciados na forma de celebração de convênio ou contrato de repasse;
  • transferências voluntárias da União e Estados-Membros;
  • doações de pessoas jurídicas de direito privado e de direito público, nacionais e internacionais;
  • doações de pessoas físicas;
  • doações de outros órgãos, pessoas jurídicas de direito público ou outros consórcios; 
  • remuneração pelos próprios serviços prestados;
  • as rendas decorrentes da exploração de seu patrimônio e da alienação de seus bens, etc.'

Também, os vereadores da Câmara cobraram outras medidas mais duras, como alternativa de lockdown. Prof. André Luís ressaltou o descontrole característico da pandemia na região. “Já passamos das medidas apenas orientativas e solicito medidas duras, como a situação crítica que estamos enfrentando, que se assemelha a uma situação de guerra. É como se cinco aviões caíssem no Brasil por dia. Não podemos nos acostumar com isso”, afirmou. 

Horário de funcionamento de comércio e transporte coletivo urbano também entraram em pauta. “Hoje recebi áudio de cidadã que fala do transporte coletivo, da lotação acontecendo na hora do pico, cedo e no fim da tarde. O Poder Executivo esteve sempre preocupado com o bem estar dos trabalhadores, das pessoas. Lockdown é uma medida extrema, esmagadora para trabalhador e empregador, mas tem alternativa para dividir horários. O transporte coletivo é hoje o maior problema que estamos vivendo, acho válido buscarmos solução para os trabalhadores terem mais segurança”, disse o vereador Ayrton Araujo.

Também no aparte, o vereador Dr. Victor Rocha ressaltou que medidas emergenciais para ampliação de leitos têm sido tomadas pelo prefeito. “Sabemos que a medida mais efetiva é a vacinação, mas, neste momento, onde temos número de pacientes acima da taxa de ocupação de leitos de Covid, precisamos ampliar. Tivemos a ampliação de mais 19 leitos, mas vamos precisar de mais”, afirmou. 

Carlos Augusto Borges, o Carlão, presidente da Casa de Leis, anunciou que a Câmara retomará medidas de restrição de acesso ao público nas dependências, como medida preventiva frente ao aumento de casos de coronavírus. Ressaltou que devem ser retomadas as lives semanais com orientações à população e votado projeto autorizativo para que medidas urgentes sejam adotadas para ampliar exames e número de leitos.

Coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em parceria com outras três pastas do município, já na 5ª feira (11.mar.2021) estão previstas para funcionar seis barreiras sanitárias, para controle de pacientes suspeitos de Covid-19, nas entradas da cidade. Ficarão localizadas nas saídas da Avenida Três Barras e para as cidades de São Paulo, Três Lagoas, Sidrolândia, Cuiabá e Corumbá. 

Superintendente de vigilância em saúde da Sesau, Veruska Lahdo detalha que serão de 10 a 15 pessoas por barreira a cada turno, com duração de seis horas. "Essas pessoas farão uma triagem prévia, medindo temperatura de cada uma das pessoas no veículo, questionando sobre a presença de sintomas da Covid-19 nos dias anteriores à viagem e dando orientações sobre como evitar a contaminação pelo vírus e, se necessário, também será feita a testagem dos casos suspeitos".