05 de maro de 2021
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Perigo

Estudantes são obrigados a cruzar BR-262 para chegar à escola após mudança em rota de ônibus

Nesta segunda-feira (7), os estudantes da Escola Estadual Dolor Ferreira de Andrade, do Bairro Vila Noroeste, foram surpreendidos pela mudança no itinerário e trajeto feito pelas linhas 519 e 520.

A equipe do MS Notícias conversou com alguns estudantes que afirmam que a troca da rota e do horário que o coletivo costumava fazer prejudicou muito o trajeto percorrido por eles diariamente para chegar à escola. Os estudantes explicam que antes da mudança eles costumavam pegar o ônibus da linha 519 aproximadamente às 6h30 da manhã no bairro, agora com a alteração a linha passa mais cedo às 6h15.

Outro ponto prejudicial, segundo os estudantes, é que antes da modificação no percurso a linha 519 deixava os alunos próximo à Escola Estadual Dolor Ferreira de Andrade, com a mudança o coletivo agora deixa os estudantes no ponto localizado na Avenida Ministro João Arinos.

O líder comunitário da Vila Noroeste, Carlos Henrique Faustino, explica que essa mudança põe em perigo a vida das crianças e adolescentes que são obrigados a atravessar a Avenida Min. João Arinos, porque se trata de um via muito movimentada que não possui nenhuma sinalização que garanta a segurança na travessia. Henrique ressalta que agora os estudantes percorrem da Avenida até a escola uma distância de aproximadamente um quilômetro e meio. Carlos diz que a problemática dos ônibus no bairro é antiga e que além do trajeto e da falta de veículos em determinadas linhas, a condição dos ônibus é precária. O líder comunitário relata que desde o último fim de semana quatro ônibus quebraram durante o itinerário.

No site do Consórcio Guaicurus, empresa responsável pelo sistema de transporte coletivo da Capital, encontra-se um aviso de alteração da rota e do itinerário das linhas 518, 519 e 520 que começou a valer no último sábado (5). O MS Notícias entrou em contato com o Consórcio Guaicurus para saber posicionamento da empresa em relação á reposição dos veículos quebrados e à possibilidade de aumentos da quantidade de ônibus, mas até o fechamento dessa reportagem não obtivemos retorno.

O mesmo aconteceu com a Agetran, nossa equipe procurou agência para tentar obter informações quanto à segurança dos estudantes que são obrigados a atravessar a Avenida Min. João Arinos, mas não conseguimos contato.