02 de dezembro de 2021
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Para Alexandre Bastos, OAB/MS precisa resgatar credibilidade perante sociedade

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A eleição suplementar da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), possui duas chapas inscritas na disputa. O pleito, que irá eleger o vice-presidente e outros cargos, entre titulares e suplentes, acontece no dia 16 de junho.

O nome do atual presidente da OAB, Julio César teve algumas críticas, nos últimos oito meses. De acordo com o Alexandre Bastos, nome cotado para a vice-presidência da associação, a  proposta de sua chapa “Chapa 1 – Pela Ordem”, é resgatar a credibilidade, interligar e atender o interior do Estado e  levar a Ordem para dentro do Fórum e Tribunais, além de cuidar especialmente dos advogados.

“Hoje a Ordem está parada porque precisa de uma diretoria. Isso já vem há alguns anos, isso não aconteceu somente pela crise nos últimos oito meses que envolveram o nome de Júlio César”, afirmou Alexandre.

Com essa eleição, a OAB no Estado irá “voltar para os trilhos”, como definiu Alexandre. “Com a renúncia de parte da diretoria, a OAB não anda, e o objetivo é voltar para os trilhos”. Para o advogado, até o dia 16 de junho há pouco tempo e a chapa deverá mobilizar diversos advogados para essa eleição suplementar.

Outro objetivo da chapa é restaurar os direitos humanos dentro doa Ordem. Alexandre explica que há alguns anos, caso acontecesse um problema com alguma pessoa, normalmente ela  recorria à OAB e hoje isso não acontece  mais, as pessoas têm recorrido ao Ministério Público. “A OAB era o local onde as pessoas buscavam a proteção de seus direitos, como os direitos humanos, do menor, do idoso e isso não acontece mais”.

Para Alexandre, a Ordem perdeu o status de auxiliadora e as pessoas precisam voltar a confiar nela e em seus advogados. “Vivemos da confiança dos clientes, o exercício da profissão tem como base a confiança”. Para isso acontecer, ainda conforme Alexandre explica, a OAB precisa estar forte, caso contrário, não conseguirá mobilizar advogados pela falta de credibilidade ao longo desse anos.

Guerra de liminares

Mudando a pauta, da eleição para a situação atual em que Campo Grande se encontra, devido à cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) e as liminares concedidas pela justiça sobre o caso, Alexandre acredita que cada magistrado tem liberdade de entendimento do processo, podendo ser diferente uma decisão da outra, como acontece no caso de Bernal, não podendo julgá-la certa ou errada.

A decisão de recorrer para uma instância superior é livre do cidadão, explica Alexandre. No caso, Bernal recorreu ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça), que tem o poder de corrigir defeitos técnicos processuais, podendo assim, conceder ou não uma liminar.

 Tayná Biazus