12 de junho de 2021
Campo Grande 25º 14º

Obra parada continua tirando o "sono" dos moradores do bairro Seminário II

A- A+

Os moradores da Rua Santa Genoveva, que fica no bairro Seminário II continuam sofrendo com uma obra da prefeitura de Campo Grande que está parada. De acordo com a titular da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Kátia Castilho, a obra está parada por conta do mau tempo, já que nos últimos dias tem chovido muito na Capital, mas o que deixa os moradores revoltados é que a obra parada impede a passagem de veículos e em alguns momentos, até das pessoas que residem no local.

De acordo com a moradora Soraia Adorno, 38, afirmou que a situação está tão crítica na região, que as crianças chegam sujas nas escolas. A sobrinha de Soraia levou advertência na escola por chegar suja de barro.

“Minha sobrinha foi advertida porque chegou cheia de barro na escola, mas a situação do bairro é essa, os bairros vizinhos estão asfaltados e eles são mais novos que o nosso bairro. Eu moro aqui tem 20 anos e a situação é a mesma, hoje sofremos com o barro por conta da chuva, quando faz sol sofremos com a poeira”, explica a moradora.

Soraia diz que as máquinas que estavam sendo utilizadas para finalizar a obra que impede os moradores de sair de casa, estão sendo utilizadas para tapar buracos na Avenida Tamandaré. “As obras que eram para estar terminando o local parado que impede a gente de sair de casa, está sendo utilizada para arrumar a avenida Tamandaré, porque eles colocam um asfalto ruim que sai com qualquer chuva”.

Além de Soraia,Valkíria Moreira, 44, que também reside na região afirmou que o veículo de seu esposo já ficou atolado na rua e destaca que a lama é tanta, que os carros estão tendo que passar a noite na rua para não encher o quintal da casa de lama.

“Estamos deixando os carros para fora porque está sem condições de colocar dentro de casa. Temos que lavar o quintal todos os dias porque o barro entra em casa, é um absurdo. Não queremos o asfalto porque já perguntamos para os rapazes que trabalham na obra e eles falaram que isso vai demorar e muito, mas queremos pelo menos que a rua seja cascalhada, porque não temos condições nem de sair de casa”, afirma Valkíria.

A moradora garante que paga R$ 1.500 de IPTU e não usufrui dos serviços da prefeitura, já que na rua de sua casa existe apenas um poste de iluminação. “Eu pago tudo isso de IPTU e não tenho nada, não temos asfalto, não temos nada. Consta na prefeitura que a rua está asfaltada e não está. Isso é um absurdo”, diz Valkíria.

A assessoria de comunicação da prefeitura não soube informar quando a equipe retorna aos trabalhos na rua Santa Genoveva, já que o tempo está chuvoso.

Dany Nascimento