15 de junho de 2021
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Olarte "corrige" falhas ao exonerar Kátia, mas Seintrha continua sem comando técnico

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Olarte resistiu ao máximo e insistiu além dos limites, mas finalmente resolver substituir a secretária municipal de infraestrutura, transporte e habitação, Kátia Castilho, que desde que assumiu demonstrou dificuldades em dar continuidade às obras da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação).

O prefeito, no entanto, talvez tenha cometido outro erro ao escolher o substituto, e nomeou Valtemir, conhecido por "vender bíblias e ocupar um cargo de chefe de gabinete, ou seja, não possui conhecimento técnico suficiente para comandar uma pasta tão complexa quanto Seintrha nem experiência par isso. Valtemir Brito, o Caco, era titular da Semad (Secretaria Municipal de Administração) e assessor muito próximo de Olarte, desde tempos antigos.

Os motivos que levaram Olarte a exonerar Kátia do comando da Seinthra são vários. Mis de 13 Ceinfs (Centro de Educação Infantil), aproximadamente 11 trechos de ruas que deveriam já ter sido asfaltadas, UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), e tudo isso começa a trazer prejuízos para os cofres públicos, que,segundo próprio prefeito está vazio. Kátia nunca demonstrou saber lidar com situação e optava por caminhos errados.

Semana passada, por exemplo, Kátia solicitou a abertura de processo de licitação para contratar uma empresa privada de consultoria para elaboração de estudos em 12 regiões da Capital sobre drenagem de águas pluviais e controle de inundação.

Este trabalho, até então, era e deveria continuar sendo realizado pela Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação). Com a contratação a prefeitura terá novos gastos, o que não condiz com atual conjuntura do município, que, segundo prefeito, está sem dinheiro em caixa. No entanto, a nova secretária Kátia Castilho, que assumiu depois do pedido de exoneração de Semy Ferraz, optou pela contratação de terceirizadas ao invés de usar técnicos da secretaria, o que reduziria custos. Não se sabe quais os motivos desta escolha, se foi para “facilitar”, se foi por não ter condições técnicas de coordenar este trabalho, mas é sabido que a escolha é prejudicial.

Na última semana também, foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande, dois termos de prorrogação de contrato. Um com a empresa Engepar Engenharia Ltda, que foi aditivado em R$ 184.566,62. Outro contrato que foi aditivado e o prazo prorrogado por mais 180 dias, é referente à obra da UPA Leblon, que também já deveria ter sido entregue.

Além de trazer prejuízos para população da região, que sofre sem acesso a atendimento ,médico com ausência da UPA, o atraso na obra gera ônus financeiro, que só agrava a atual situação do município. Olarte exonerou Kátia, mas não soube escolher tecnicamente seu substituto e sua escolha, nada técnica, e sim imediatista para "mostrar serviço" pode custar caro, para a população, novamente.

Heloísa Lazarini