25 de fevereiro de 2021
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Educação

'Os alunos não podem sair prejudicados' diz professor em paralisação

Os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande realizaram nesta terça-feira (15) uma manifestação no centro da Capital, cobrando melhorias na rede de ensino do município. Eles saíram da frente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e seguiram até a prefeitura.

Segundo o ACP, a paralisação atinge 20 das 97 escolas municipais da Capital. O protesto foi realizado para pressionar a prefeitura municipal a conceder os reajustes de 13,01% e 11,36%, referentes aos anos de 2015 e 2016 respectivamente. Acontece agora na sede da ACP uma assembleia extraordinária para apresentação das propostas feitas pelo executivo.

O vereador Eduardo Romero (Rede Sustentabilidade) disse que hoje houve sinalização da prefeitura em querer cumprir a lei, porém para que isso aconteça é necessário encontrar um caminho. Romero explica que na reunião que está acontecendo hoje na ACP, será apresentada uma proposta inicial, que segundo ele não vai tratar de valores e sim da ideia de se cumprir o que a lei determina.

“Essa é uma briga antiga, eu defendo o cumprimento da lei e o município tem que encontrar alternativas diante dessa questão, a categoria esta fazendo seu papel que é cobrar os seus direitos. Agora cabe a categoria aceitar ou não o que for proposto”, disse ele.

O representante sindical da ACP, Gilvano Bronzoni, explica que serão três dias de paralisação, amanhã (16) será realizado um grande ato no centro da cidade, que vai percorrer as Ruas Marechal Rondon, 14 de Julho, 13 de Maio e Afonso Pena, terminando novamente em frente da prefeitura. Na quinta-feira (17), pela manhã, está programado uma visita a Câmara Municipal de Vereadores e na parte da tarde será realizada o encerramento das atividades com uma assembleia geral na ACP para realização de uma avaliação dos avanços conquistados pelo movimento.

“Nós realizamos essa paralisação para reivindicar as principais propostas da educação, como o piso salarial, o fim da terceirização que está acontecendo em alguns estados. A nossa luta como educadores não é apenas por salários. Hoje por ser um dia letivo e não haver aula, nós iremos repor num sábado com atividades para não prejudicar nossos alunos, eles não podem sair prejudicados. Os alunos e a sociedade não podem pagar uma conta que pertence ao prefeito” disse ele.