30 de novembro de 2021
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Pais colaboradores

Pais de alunos recebem bilhetes para ajudarem na limpeza da escola

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Um assunto que chamou a atenção na última terça-feira (10), foi um recado enviado para os pais de alunos que estudam em período integral na escola Professora Ana Lúcia Oliveira Batista no Bairro Paulo Coelho Machado em Campo Grande. O bilhete era um convite para os pais serem voluntários na limpeza e organização da escola.

De acordo com informações de denúncia os pais receberam um bilhete que tinha em seu conteúdo um pedido de ajuda voluntária para limpeza da escola, já que os funcionários administrativos estão em greve.

“Senhores pais ou responsáveis. Estamos precisando de pais colaboradores para realização de trabalho voluntário na limpeza da escola. Solicitamos que aqueles que tenham disponibilidade se ofereça para limpeza da sala de seu filho, parte do refeitório e parte do corredor próxima a sala dele”.

No bilhete também tinha alguns horários para que os pais se organizem para fazer a colaboração.

“Da sala de aula das 7h às 8h ou das 17h às 18h; do refeitório, das 13h às 14h, ou das 16h às 17h; dos corredores das 8h às 9h, ou das 16h às 17h. Escolha um desses horários e comunique a secretaria”.

Uma funcionária que prefere não se identificar disse ao MS Notícias que a maioria dos pais concordaram com a atitude tomada pela escola, já que o atendimento à população não pode ser prejudicado pela falta dos profissionais da limpeza que estão em paralisação.

“Eu acho justo, a escola não está obrigando ninguém a nada, foi só um pedido voluntário. Muitos pais concordaram com a atitude da escola, porque não tem como as crianças ficarem em um ambiente sujo, a escola também é da comunidade”.

Ainda de acordo com a funcionária a Secretaria Municipal de Educação (Semed) tem conhecimento do pedido de ajuda. A equipe do MS Noticias entrou em contato com a Semed mas até o fechamento da matéria não tivemos retorno.

Greve dos administrativos da educação

Sem acordo com Executivo Municipal, os servidores administrativos da educação de Campo Grande, decidiram paralisar atividades no dia 11 de abril deste ano.

A greve já havia sido anunciada no início daquela  semana pelo presidente do Sisem, Marcos Tabosa, depois que prefeito enviou à Câmara de Vereadores projeto com proposta de reajuste salarial de 9,57%. Como administrativos e professores foram contrários ao projeto, em meio à pressão dos sindicalistas, os vereadores não aprovaram projeto.

Porém nesta quinta-feira (12) o projeto foi novamente enviado aos vereadores na Casa de Leis, na intenção de se aprovar uma emenda para o projeto que prevê reajuste de 2,79%, porcentagem essa que segundo o prefeito Alcides Bernal (PP) está de acordo com a Lei eleitoral. A sugestão de Tabosa é que essa emenda chegue novamente aos 9,57% oferecido pelo prefeito no início do mês de abril e recusado pelos vereadores.

O projeto com a emenda foi votado e aprovado nesta quinta-feira (12), na Câmara Municipal, o próximo passo agora é encaminha para o prefeito para saber se ele irá vetar ou sancionar a Lei.

Mas de acordo com Tabosa, o principal motivo da paralisação não é a questão linear do reajuste dos servidores municipais e sim os ‘penduricalhos’, termo usado por ele para sinalizar o pró-funcionário e bolsa alimentação.

“A nossa luta lá na frente da prefeitura é pelo bolsa alimentação e pró-funcionário, ele deu um aumento de R$ 40,00 no bolsa alimentação, e sem discutir ,e não aumentou o pró-funcionário. Então até que está questão se resolva nós vamos continuar com a greve, na próxima segunda-feira (16), vamos fazer uma assembleia”.