26 de fevereiro de 2021
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Educação

Greve de servidores administrativos não atinge 2% da classe

A greve dos servidores administrativos das escolas municipais e Ceinfs de Campo Grande iniciada nessa sexta-feira (1) não ganhou a adesão da maioria da classe.

De acordo com a Secretária de Educação do Município, Leila Machado, a greve não impediu o funcionamento das instituições de ensino comandadas pelo município. Segundo ela as quase 200 unidades espalhadas pela capital têm aproximadamente 30 servidores administrativos por unidade, o que corresponde a quase 6 mil funcionários. Leila explica que estão reunidos na frente da prefeitura aproximadamente 76 pessoas, fazendo as contas o número de servidores paralisados não chega a 2% do total.

“A maioria das pessoas que estão paradas na frente da prefeitura não são servidores da educação”, disse ela. Ontem (31), o prefeito Alcides Bernal (PP) anunciou um reajuste de 9,57% escalonado para todos os servidores públicos municipais a partir de maio. Bernal afirmou na ocasião que em todo o país apenas três prefeitura deram aumento salarial e que todos foram abaixo da inflação por causa da crise que o Brasil passa.

 “Não vamos prometer mais do que podemos cumprir, esse projeto está sendo encaminhado para Câmara que pode aprovar hoje, ou a qualquer momento. A cronologia vai funcionar assim: as categorias 1 a 7, que representam 48% dos aproximadamente 22.000 mil servidores, vão receber o reajuste integral, de 8 a 10, aproximadamente 30% do total, receberão em maio 5,57%, recebendo o restante em dezembro. De 11 a 16, que representam 22%, receberão em maio 3,57% e o restante em dezembro também”.

O grupo reunido na frente da prefeitura é liderado pelo presidente do Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem), Marcos Tabosa, que não aceitaram a proposta de reajuste divulgada ontem por estar abaixo da inflação dos 10%.