29 de setembro de 2020
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Prefeitura contrata 119 médicos para acabar com déficit nos postos de saúde

O prefeito Gilmar Olarte (PP) nunciou que hoje serão convocados mais 119 médicos para somar aos 81 que já estão atuando nas unidades básicas de saúde pública da Capital há quase duas semanas. De acordo com Olarte, com as novas contratações, sete das nove UBSs (Unidade Básica de Saúde) da Capital passarão a contar com dez médicos por turno, cinco pediatras e cinco clínicos.

Campo Grande possui hoje, nove unidades básicas de saúde, das quais três, segundo prefeito já possuem dez médicos  por turno de trabalho. Com os novos profissionais, apenas os postos de saúde dos bairros Guanandi - região central de Campo Grande - e Nova Bahia - região norte de Campo Grande - não terão o corpo clínico completo. O prefeito reconheceu que esse déficit de médicos em ambos os potos tem sido responsável pela superlotação na UBS do bairro Cel Antonino.

Olarte observou que as contratações ainda não são suficientes, embora representam avanço na realidade precária da saúde pública da Capital.  " Há ainda coisas faltando, mas estamos avançando.Ontem vistamos o posto do Guanandi, Tiradentes  e Coophavila II. No Guanandi encontramos uma máquina de ultrassom encaixotada na sala da assistente social. Essa e muitas coisas ainda serão descobertas", afirmou prefeito.

Conforme o prefeito, os primeiros relatórios elaborados pela equipe de profissionais da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) sobre as condições dos postos de saúde do município ainda estão em fases preliminares. Ele explica que novas informações estão surgindo e novas ações poderão ser desenvolvidas.  "Os primeiros levantamentos foram macro e preliminares agora vamos entrar nos meandros da saúde."

Coletores de sangue e medicamentos

Em relação à falta de coletores de sangue denunciada pelo MS Notícias, há cerca de uma semana, o prefeito garantiu que a equipe da central de compras da prefeitura está tomando as medidas necessárias para resolver o problema. No entanto, Olarte explicou que a prefeitura precisa seguir os trâmites legais das licitações. Quanto aos R$ 500 mil lebrados pelo governo do Estado para aquisição de medicamentos para as unidades básicas de saúde da Capital, Olarte afirmou que as compras estão e andamento, mas a demora se deve aos prazos legais das licitações.