25 de junho de 2021
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Prestes a sofrer mais uma derrota, Olarte terá de se contentar com 5% de suplementação

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O comportamento divergente do prefeito de Campo Grande e atual crise financeira na qual a prefeitura se afundou descredibilizou Olarte até mesmo perante os vereadores de sua base, que está ficando cada menor e mais incerta.

O reflexo desse desgaste são as constantes derrotas do prefeito na Câmara, como o reajuste do IPTU (Imposto Territorial Predial Urbano), que ficou em 12,58%, bem abaixo dos 32% solicitado por Olarte. Esta semana, o chefe do executivo provavelmente terá de engolir mais perda e se contentar com teto de 5% de suplementação "autônoma", ou seja, sem solicitar autorização da Câmara.

Olarte enviou projeto para aumentar para 30% este percentual, mas pode consegui no máximo 10%, contando com a boa vontade dos vereadores, em especial do vereador Carlão (PSB), que afirmou ao MS Notícias que irá apresentar emenda ao orçamento 2015 solicitando aumento em 5%. "Para mim 5% é irrisório, mas de 20% a 30% é exagero, então dez seria a média. Até porque estou enjoado de votar suplementação toda hora. Isso seria um voto de confiança ao prefeito", explica Carlão.

Já os vereadores da oposição Luiza Ribeiro (PPS) e Paulo Pedra (PDT) se mostraram contrários a qualquer aumento e temerosos sobre as consequências disso para município. Os vereadores também reclamam do comportamento do prefeito, que tem ligado para alguns parlamentares solicitando apoio para aprovação de pelo 10% de suplementação.

A reclamação é de que Olarte ao invés de conversar com todos, está focando nos seus "amigos". O Olarte pediu 30%, mas está ligando para vereadores paralelamente pedindo 10%, ms esse número não pode aumentar porque Olarte não tem legitimidade para isso e a situação da prefeitura não vai melhorar porque ele não tem capacidade para governar. Ele precisa ter força e não tem", finaliza.  Conforme maioria dos vereadores, a suplementação ficará em torno de 5%, o que tem sido amplamente defendido pelo presidente da Casa, vereador Mario Cesar (PMDB).

Heloísa Lazarini e Tayná Biazus