27 de novembro de 2021
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Jamal se reúne com diretores de hospitais e garante liberar verbas retidas pela prefeitura

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O secretário municipal de saúde, Jamal Salém, participou de uma reunião com representantes da Santa Casa, Maternidade Cândido Mariano, Hospital do Câncer, Hospital Universitário, Hospital São Julião, Conselho Municipal da Saúde e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na manhã de hoje e se comprometeu a não repetir os erros do ex-secretário da pasta, Ivandro Fonseca.

“Várias verbas federais na administração anterior levavam muito tempo para serem repassadas. Isso não vai acontecer mais. Quando vocês precisarem conversar comigo não precisam agendar. Podem vir direto aqui. Sei que vocês nunca pediram nada além da legalidade e a partir de agora é uma nova era”, garantiu Salém aos representantes dos hospitais.

De acordo com o presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Wilson Teslenco, a reunião acontece mensalmente desde junho do ano passado para que os hospitais possam dialogar entre si e mostrar suas reivindicações ao município que possui gestão plena da saúde. Reafirmando que precisa de parceria com a prefeitura, Teslenco salientou que recebia ameaças ao tentar conversar com Ivandro. “Muitas vezes fazíamos nossos apelos e éramos ameaçados com auditorias”, reclamou.

Durante a reunião, o diretor-presidente da Maternidade Cândido Mariano, Alfeu Duarte de Souza, anunciou que a entidade oferecerá mais 30 leitos para o SUS (Sistema Único de Saúde) que atenderá cerca de 250 mulheres ao mês para “diminuir o sufoco” que passa a saúde da Capital. Por outro lado, Alfeu manifestou o desejo de criar uma parceria com a prefeitura para a construção de novas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais na maternidade. “Queremos ser sócios da prefeitura e estamos abandonados nesse primeiro ano de administração”.

O diretor-presidente do HU (Hospital Universitário), Cláudio Wanderley Luz Saab, também anunciou que o governo federal irá enviar cerca de 800 profissionais para suprir parte da “deficiência técnica” do hospital, mas ressaltou que ainda não é suficiente. O presidente do Hospital São Julião, Amilton Fernandes Avarenga, destacou o projeto realizado em parceria com a UFMS (Unidade Federal de Mato Grosso do Sul) de residência médica e apresentou um projeto de construção de 32 novos leitos para ampliar o atendimento em Campo Grande.

Já o diretor-presidente do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, Carlos Alberto Coimbra, pontuou que a maior dificuldade encontrada pelas entidades é a burocracia da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Segundo ele, o hospital está ampliando sua capacidade de atendimento de 46 para 248 leitos e sempre tentou levar o ex-prefeito, Alcides Bernal (PP), para conhecer a obras, mas nunca foi atendido. Ele espera agora uma visita do atual prefeito, Gilmar Olarte (PP), e espera conseguir uma contrapartida municipal para finalizar o trabalho.

Jamal Salém recebeu um documento detalhado de todas as necessidades dos hospitais e se comprometeu a avaliar todas as solicitações. A coordenadora do conselho municipal de saúde, Rosalva Lopes, e o presidente da comissão permanente de saúde da Câmara Municipal, vereador Paulo Siufi (PMDB), também estavam presentes e se comprometeram a fiscalizar a atuação de Jamal. “A saúde não está na UTI. Está no cemitério e precisa ressuscitar”, ironizou Siufi.

Diana Christie