24 de fevereiro de 2021
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Sem acordo por parte de Bernal, professores decidem por greve

Após assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira (26), os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) decidiram por deliberarem a greve que estava prevista para acontecer desde as negociações referente ao cumprimento da Lei 5411/14.

De acordo com Lucílo Nobre presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), a greve deve iniciar na próxima segunda-feira (2), Lucílio acredita que dentro do prazo de 72 horas a prefeitura possa se manifestar sobre o assunto. “Não é possível que desde 27 de agosto de 2015 a prefeitura não teve tempo para analisar o piso, eles nunca nos enviaram nenhum documento”.

Ainda de acordo com Lucílio, escolas serão visitadas para que os professores e diretores se conscientizem do motivo pelo qual a greve foi deliberada, e também para fortalecer o movimento.

Os professores também decidiram que irão fazer uma série de manifestos, incluindo a prefeitura e Câmara Municipal, além de faixas e propagandas na intenção de informar a população os motivos que os levaram a paralisarem os trabalhos.

Lucílio disse ainda que a categoria não quer greve, mas diante da falta de diálogo e acordo com o Prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP), essa será a única alternativa. "Ninguém faz greve para ficar de greve, estamos reivindicando nossos direitos. Vamos estar presentes com faixas e cartazes até nos eventos que Bernal estiver", adiantou.

 Lei 5411/2014

Segundo o presidente da ACP, Lucílio Nobre, foi formada uma comissão entre o sindicato e a procuradoria geral do município para acompanhar os esforços do poder executivo no cumprimento dos reajustes de 13,01% e 11,36%, referentes aos anos de 2015 e 2016 respectivamente.

Lucílio explica que nas últimas negociações, o prefeito Alcides Bernal pediu o prazo de 40 dias para apresentação de uma proposta para a solução do impasse.

Ainda segundo ele, no último dia 18 de março foi suspensa ação que tramitava na Justiça que considerava ilegal a greve dos professores. Na época, o então prefeito Gilmar Olarte (Sem Partido) acionou a Justiça pedindo a suspensão da greve dos profissionais, alegando que já cumpria a Lei Municipal 5.411.