21 de abril de 2021
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Cultura

Semana Pra Dança abre mais uma edição com grupo de SP

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“Antes de falar, o homem dançou”, anuncia o apresentador da noite de abertura da 10ª Edição da Semana Pra Dança. Esta forma de expressão humana vai estar presente em vários locais em Campo Grande durante a semana, com grupos representativos de Mato Grosso do Sul e de outros Estados, enchendo a cidade de alegria.

A presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Andréa Freire, confirma este sentimento que vai inundar a cidade durante o evento. “É uma alegria para a Fundação de Cultura estar aqui realizando a Semana, evento que é realizado ininterruptamente há dez anos. E nessa escola, projetada pelo Oscar Niemeyer, e que leva o nome de uma grande educadora sul-mato-grossense, é uma obra de arte. A meta da Fundação é estar próxima dos estudantes e professores, pois a cultura e a educação são primas, devem andar juntas”.

Foto: Divulgação/Assessoria 

Andréa agradeceu aos parceiros que apoiam a realização do evento. “Cultura é relacionamento. A gente não faz nada sozinho. Agradecemos a participação do Colegiado Setorial da Dança, dos vários grupos participantes, da crítica de dança Adriana Pavlova, que está aqui para contribuir com seu conhecimento e nos ajudar a ter uma nova visão sobre nós mesmos. Agradecemos à Escola [Maria Constança de Barros Machado] e à equipe da Fundação de Cultura. Esta semana tem dança para todo lugar em Campo Grande”.

Sobre a participação da Companhia Kahal, de Jundiaí (SP), a presidente da Fundação de Cultura diz que a Semana está ofertando o trabalho dos artistas para diferentes públicos. “Quando se traz grupos de fora os grupos daqui também se veem. É uma troca. A gente compreende o quanto essa troca com quem vem de fora é boa. Dá também um orgulho da produção local. Esse intercâmbio entre cidades faz parte do papel da FCMS”, diz.

Companhia 

A Companhia de Dança Kahal, de Jundiaí, São Paulo, entrou em cena com o espetáculo “Gravidade”, que desafia a gravidade com movimentos, desafios corporais e objetos, buscando fluidez, leveza e tensões.

Foto: Divulgação/Assessoria 

O diretor geral da companhia, Henry Camargo, disse que o espetáculo contempla movimentos com parte aérea, explorando o que o elenco pode trazer, com muita qualidade, acrobacias, mostrando um planeta diferente e a hostilização do mundo em que o homem vive, até encontrar seu caminho. “É um espetáculo conceitual e temático. Foi desenvolvido um trabalho corporal para trabalhar a dificuldade de cair, foi feito um trabalho específico para o chão, também”.

Henry fala sobre a satisfação de apresentar o trabalho da companhia fora do Estado de São Paulo. “A gente gosta da oportunidade de mostrar nosso trabalho, estando aqui para divulgar a dança. É um público bacana, eles participam da dança com a gente”. Sobre os dois workshops ministrados na tarde de ontem (16 de agosto) para os bailarinos daqui, ele falou que a participação foi grande. “O pessoal aceitou bem, gostaram bastante. O nível foi bastante misturado, aqui tem pessoas com qualidade e talento. Muitos participaram até o final, se interessaram”.

O bailarino Jardel Carvalho está há 11 anos no grupo e diz que os membros se relacionam como uma família. “Faz parte da minha vida, é um grupo inseparável”. Ele começou com hip hop depois a Escola Kahal concedeu a ele uma bolsa para cursar balé, jazz e contemporâneo. O espetáculo “Gravidade” para ele causa muito impacto. “É bem expressivo, com movimentos fortes, precisos, visando mostrar o ser humano tentando vencer alguma força contrária”.

Seu colega de cena, Rômulo Oliveira, está no grupo há quase sete anos. “Comecei com uma bolsa de estudos com o hip hop para atender as expectativas do coreógrafo e depois fui para o contemporâneo. Eu sempre participava de oficinas culturais de todos os gêneros, até que ganhei uma bolsa para teatro e outra para dança. Desde os 12 anos de idade eu trabalho com a dança. O grupo proporciona um vínculo familiar que ajudou na dança e interação com o pessoal. Estou muito feliz, é o primeiro espetáculo que tenho destaque com meu personagem e a primeira vez que apresentamos em outro Estado. Vai ficar bem marcado na minha história”.

O bailarino Felipe Almeida é também professor na Escola Kahal de dança. Para ele, o espetáculo gravidade é a coisa mais intensa que já conheceu. “Toda a história a ser contada exige aprofundamento psicológico. É o que eu mais gosto de fazer. Se você tem receio de aparecer para o público não sendo você, com um personagem, tem que haver preparo”. Ele dança há quatro anos. Mesmo com pouco tempo de dança, já se profissionalizou e dá aulas na escola Kahal. “Tive um bom instrutor, e tendo a mente focada, a gente sempre alcança”.

Os espetáculos gratuitos da Semana Pra Dança 2016 continuam por toda a semana. Hoje será a vez do “Tem Trem?”, do grupo Funk-se, de Campo Grande. A apresentação vai ser na Escola Estadual Maria Constança Barros Machado, que fica na rua Marechal Rondon, 451, bairro Amambaí. (Com assessoria).