22 de junho de 2021
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Sem ginecologistas, UBS Moreninha III não atende toda demanda de pacientes

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A UBS Moreninha III (Unidade Básica de Saúde) está com déficit de funcionários administrativos e de médicos ginecologistas e isso está causando transtornos para a população e também para os funcionários. Na unidade, existem seis clínicos gerais, sendo que dois deles atendem apenas duas vezes por semana, quatro pediatras, porém um apenas atende todos os dias e esse está de férias no momento, outros dois pediatras atendem apenas uma vez na semana e a quarta pediatra atende duas vezes por semana, e uma ginecologista que atende três vezes por semana. Os outros dois ginecologistas saíram da unidade, um pediu transferência e o outro aposentou.

“A unidade recebe pacientes de todos os cantos da cidade, inclusive de bairros distantes como o Nova Lima, Santo Amaro e também dos bairros próximos e ao entorno das Moreninhas como Los Angeles, Nova Jerusalém e Mário Covas e isso está nos trazendo transtornos, pois só temos dois funcionários administrativos na recepção principal, um no laboratório e um com o gerente e esses dois da recepção atendem aproximadamente 600 pessoas por dia”, reclamou a atendente que disse estar com dores nas mãos e dedos por digitar durante oito horas.

A falta de ginecologista também é preocupante, pois existem muitas grávidas que precisam de atendimento, tanto do bairro Moreninhas quanto dos bairros próximos dali, que procuram a unidade por não ter o especialista no bairro onde moram. “Metade da agenda é para gestante e a outra metade para pacientes que não estão grávidas, portanto uma grande parcela de mulheres ficam sem atendimento por conta da falta de profissionais ginecologistas na unidade”, disse.

A unidade ainda tem três enfermeiras, seis técnicos de enfermagem e três dentistas. Todos os paciente que vão para o atendimento devem passar novamente na recepção para marcar retorno ou exames e isso sobrecarrega os dois funcionários administrativos. “A população reclama da demora mas nós estamos só em dois e isso complica bastante o atendimento, se tivesse mais funcionários seria bem mais ágil o atendimento, mas infelizmente não podemos fazer nada com relação a isso”, disseram os funcionários.

Outra luta dos administrativos da saúde é pela redução da carga horária, pois eles digitam durante oito horas sendo que digitadores tem carga horária de seis horas. “A classe está em conversa com o prefeito para a redução da carga horária e também para o aumento do salário, pois os funcionários administrativos da saúde tem o menor salário da área”, concluiu.

Leide Laura Meneses