24 de junho de 2021
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Vereadores lamentam greve de professores e esperam que Olarte resolva situação o quanto antes

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande Chiquinho Telles (PSD) e Thais Helena (PT) conversaram na tarde de hoje, com a reportagem do site MS Notícias e afirmaram lamentar a atitude do prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP) em deixar professores entrarem em greve a partir desta quinta-feira.

Para Chiquinho Telles, esta greve não poderia estar acontecendo, pois atrapalha os alunos, os professores e as famílias dos estudantes. “A lei foi feita para ser cumprida. Ele fez a promessa de cumprir agora tem que cumprir. Os professores entraram em greve, pois não acreditam mais nas promessas feitas. Só que essa situação é ruim para os estudantes, para as famílias destes alunos e também para os professores que terão que repor aulas nos sábados”.

Questionado sobre o que vereador acha do prefeito Gilmar Olarte alegar que mesmo após nove meses na administração de Campo Grande ainda não conseguiu recursos para cumprir com a lei dos professores, Chiquinho Telles acredita que prefeito não está ainda como uma equipe preparada para liderar a Capital.

“Ele pegou a cidade com um déficit muito grande. Isso é verdade. Demorar realmente um pouco para ajustar tudo. Mas, em minha opinião Gilmar Olarte não tem ainda um time pronto para articular uma cidade do porte de Campo Grande”.

Sobre as propostas de aumentar o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) a cima da medida e aumentar tarifa de ônibus, Chiquinho Telles diz para a reportagem do MS Notícias que a população não pode pagar caro por serviços que são péssimos.

“Eu não concordo que o aumento do IPTU passe das casas dos 10%. Nós pagamos o IPTU mais caro do país. As pessoas pagam impostos demais por um serviço de péssima qualidade. e o passe então? Esse realmente não deve ter nenhum aumento para mim, pois tem ponto que é somente um pau e nada mais. Que conforto a população tem com isso? A população merece pagar R$ 0,20 ou R$ 0,30 a mais no passe? Lógico que não. Não tem conforto nenhum”, desabafa finalizando conversa com a reportagem.

A vereadora Thais Helena afirmou para a reportagem do site MS Notícias que não acredita na alegação do prefeito quando diz que a prefeitura não tem recursos para bancar a lei do piso salarial dos professores.

“Todo dia no Diogrande só aparecem aumento de despesas do município. São R$ 12 milhões gastos por mês com comissionados e R$ 18 milhões por mês com convocados. E como não tem R$ 3 milhões por mês para pagar o que é de direito dos professores? Não tem como acreditar que a prefeitura não tem recursos para isso”, desabafa.

Thais Helena revelou para a reportagem que deu uma sugestão hoje para o prefeito para reverter essa situação e conseguir cumprir com a lei e não deixar essa greve se estender. “Sugeri que a partir de amanhã o prefeito comece a fazer demissões. Reduzir a folha para R$ 3 milhões. Se ele não fizer corte de despesas não dá para sanar nunca as despesas”.

Sobre os projetos do aumento do IPTU e da passagem do ônibus, a vereadora afirmou ser projetos abusivos.

“Não dá para a gente passar para população arcar com as despesas do poder público. A gente deve aprovar somente a inflação no valor de 6,6%. Campo Grande já é uma das cidades com o IPTU mais caro. Não podemos deixar a população arcar com a má administração dos recursos públicos”, finaliza.

Dos quase seis mil professores que atuam na Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande, 60% paralisaram as atividades hoje em protesto contra o não pagamento do reajuste de 8,46% referente à integralização do piso salarial, aprovada em lei em 2013.

Karla Machado