25 de outubro de 2020
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A cada 60 horas uma pessoa é morta e duas são presas no interior

Faltando três dias para o fim do primeiro bimestre do ano, Dourados registrou até agora 11 homicídios, desses, nove aconteceram neste mês de fevereiro, o qual oito foram ocasionadas por arma de fogo e um por espancamento.

Levantamento feito pelo Dourados News, aponta que, entre o dia 1º à domingo, dia 23, quando um jovem foi morto, uma pessoa foi assassinada no município a cada 60h.

Entretanto segundo o delegado regional de Polícia Civil, Antônio Carlos Videira, se para “cada 60 horas um morre, neste mesmo período dois suspeitos são presos” disse. Conforme ele, nesse primeiro bimestre 19 pessoas foram indiciadas, presas ou apreendidas por envolvimento nos homicídios.

Questionado sofre os perfis das vítimas, o delegado explicou que a maioria é jovem e que quase todos possuem ligação com a ‘vida do crime’, como foi o caso de Marcelo da Conceição Silva, 30 anos (Leia aqui), mais conhecido como “Marcelo Neguinho”.

Ele foi assassinado no Jardim Clímax, próximo à área invadida por sem-tetos na região da Via Parque e possuía passagem pela polícia.

“Se observar e puxar a ficha das vítimas, quase todos e também os autores dos crimes, possuem a mesma idade, a mesma classe social, alguns não possuem famílias e basicamente todos tinham ou tem antecedentes criminais” disse ele.

Sobre o grau de violência utilizada pelos assassinos, Videira afirmou que hoje a atual juventude é intolerante, não respeita a vida, são indiferentes a tudo e a todos e a maioria possui muita ambição.

“Como há a desestruturação familiar, muitos desses jovens não respeitam o próximo, tão pouco a vida. Eles perderam os valores religiosos, cívicos e principalmente perderam o medo de matar ou morrer” explicou o delegado.

Sobre os crimes ocorridos entre familiares ou em residências estão os casos de Daniel Pereira Rodrigues, 29, conhecido como 'Neguinho Daniel', que foi assassinado com sete tiros ao chegar em casa e a ação onde a ex-mulher que junto de um comparsa espancaram o indígena André da Silva Cabreira, 27, morador na Aldeia Bororó que não resistiu e morreu,

Nessas ocasiões, o delegado disse que é impossível prever ou evitar esse tipo de crime.

“O papel da polícia é reprimir e prevenir a sociedade de certos elementos, só que quando o crime ocorre dentro das residências é basicamente impossível prever e evitar. A única coisa que podemos fazer são campanhas para que violências domésticas sejam denunciadas e assim tentar impedir um assassinato” enfatizou Videira.

Dourados News