01 de dezembro de 2020
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Delegada de Sidrolândia fala sobre tráfico de drogas e pai suspeito de estuprar as filhas

  policia civil Em um trabalho em conjunto com a policia de Rio Brilhante (MS) e Bonito (MS) a delegada titular de Sidrolândia (MS), Dr.ª Deborah Mazzola, disse que as investigações deram início a partir de novembro onde foram efetuadas diversas investigações dentro do município de Sidrolândia, e a Policia Civil constatou que os traficantes utilizam diversas casas como boca de fumo, utilizando uma quantia considerada pequena, para que a distribuição seja rápida e caso venha cair nas mãos dos policiais, os envolvidos são na maioria menores e pela pequena quantidade se enquadra apenas como usuário, e por disposição legal o menor não fica detido. As últimas investigações que obtiveram êxito de responsabilidade da DEPOL de Sidrolândia constataram que em Sidrolândia existiam 5 elementos responsáveis pelo maior indício de comercialização de entorpecentes, dentro estes existia uma menor, que foi capturada e entregue aos responsáveis, e mais dois que também foram capturados e dois ainda estão foragidos. Drª Deborah Mazzola deixou bem claro que sem o apoio do Policia Rodoviária Federal e da Policia Militar, o trabalho da Policia Civil seria muito mais complicado. “É um trabalho em conjunto, a população não precisa saber a forma que é feita, mas sim dos resultados do combate ao crime",diz. CASO DO ESTUPRO DAS MENORES A delegada de Sidrolândia disse que a investigação policial tem que ser primada pela metodologia e a legalidade, que vise esclarecer os fatos de uma forma segura da autoria do crime, para dar segurança ao juiz quando este for julgar o fatos. O laudo pericial realizado nas adolescentes de 12, 14 e 16 anos, que acusaram o padrasto de estupro em Sidrolândia, apontou que todas são virgens. O homem de 48 anos é pai biológico apenas da mais velha e o médico ressaltou que não houve estupro e a prova é incontestável. Com relação às enteadas, a de 12 anos comentou que não houve abusos. A adolescente de 14 anos, no entanto, garantiu que há dois anos foi obrigada a praticar sexo oral no padrasto.“A menina contou que o fato ocorreu quando a família morava no Rio de Janeiro. Agora será enviada uma cópia do procedimento para aquele município e lá o pai pode responder por estupro”, comenta a delegada. Com relação à mãe, uma auxiliar de limpeza de 50 anos, a Polícia a qualificou como testemunha.“Ela declarou que tinha medo das ameaças do autor e que quando se sentiu segura, procurou a Polícia para denunciar o crime”, diz a delegada. Além dos crimes citados, o suspeito ainda será indiciado por coação no curso do processo. “Ele ficou sabendo que uma testemunha viria até a delegacia e a ameaçou, dizendo: "cuidado com o que você vai falar isso pode ser muito ruim pra você" (SIC). Dessa maneira, também responderá por este crime, cuja pena varia de um a quatro anos”, explica à delegada. O TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), noticiando os fatos, será em breve enviado ao Juizado Especial.   Anna Gomes com assessoria