29 de setembro de 2020
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Graça Foster ressalta importância de cláusulas omitidas antes da compra de Pasadena

Ao abrir seu depoimento à CPI do Senado que investiga denúncias de irregularidades na Petrobras, a presidente da companhia, Graça Foster, disse que as duas cláusulas omitidas no documento que serviu de base para que o Conselho Administrativo autorizasse a compra da refinaria de Pasadena (EUA) eram "extremamente importantes". O responsável pelo documento foi Nestor Cerveró, ex-diretor da área de negócios internacionais da petrolífera. Na semana passada, ele disse à CPI que as cláusulas naquele momento não fariam diferença e o negócio seria fechado do mesmo jeito.O resumo executivo analisado pelo Conselho não continha as cláusulas Marlim e put option. A primeira assegurava à Astra Oil, que era sócia da Petrobras no negócio, uma rentabilidade mínima de 6,9% ao ano. Já a opção de venda, ou put option, obrigava a Petrobras a comprar a participação da Astra em caso de conflito entre os sócios. A exemplo de Cerveró, Graça Foster afirmou que, em 2006, o planejamento estratégico da Petrobras apontava para a necessidade de expansão do parque de refino no mercado norte-americano. E Pasadena, no Texas, fica numa localização estratégica. Como ocorreu nos depoimentos anteriores prestados à CPI, a reunião está sendo feita sem a presença de senadores da oposição. Eles defendem que a apuração seja feita por uma comissão mista, isto é, com a participação de deputados federais e senadores, de maneira a reduzir a influência do governo (que é mais forte no Senado do que na Câmara) no rumo das investigações. Agência Senado