23 de setembro de 2020
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RINHA

Local onde funcionaria rinha de galo é fechado na capital

A Polícia Militar Ambiental (PMA) e o IBAMA receberam denúncias sobre uma residência onde funcionaria uma rinha de galos no bairro Talismã e foram ao local. No momento da chegada dos policiais e fiscais, um pedreiro de 41 anos identificou-se como proprietário. Ele afirmou que só criava os galos e que não funcionava rinha.

As equipes da PMA e IBAMA verificaram no local que os animais eram mantidos em gaiolas de madeira extremamente apertadas, com restrição de movimentos, privação de luz solar e circulação aérea inadequada, o que, por si só, caracteriza-se maus-tratos. Quatro animais apresentavam diversos ferimentos na crista e peito, bem como todas as aves apresentavam-se mutiladas, com as esporas cortadas e foram apreendidos. Todas as gaiolas também foram apreendidas.

O dono do local também mantinha em cativeiro ilegalmente uma ave silvestre da espécie maracanã, que também foi apreendida, juntamente com a gaiola. O infrator, residente no local, foi conduzido à delegacia de Polícia Civil na Capital e responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais, com pena prevista de três meses a um ano de detenção e por manter animal silvestre em cativeiro, cuja pena prevista é de seis meses a um ano de detenção. A PMA confeccionou auto de infração administrativo e aplicou multa de R$ 7 mil contra o infrator.