02 de dezembro de 2020
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VIOLÊNCIA

Pai que acorrentou filha e arrastou até a delegacia já respondia por maus-tratos

Pedreiro queria impedir a menor de ver o namorado, por isso a acorrentou e foi até a polícia pedir ajuda

O pai da garota de 12 anos que foi preso no último sábado (4) após acorrentar a menor para ela não saísse com o namorado e levar ela arrastada até uma delegacia no Coophavila II em Campo Grande, já respondia processo por maus-tratos de outra situação registrada em 2015, na época  amenina tinha 8 anos. O home de 32 anos, que é pedreiro, na época deixou a filha e também o irmão dela, na época com 9 anos, cheio de hematomas pelo corpo. 

Segundo o site Campo Grande News, as crianças disseram na época na delegacia, que os dois apanharam do pai porque tinham levado da casa da babá um celular velho para brincar em casa. Quando o pai viu o aparelho na residência, ficou furioso e deu uma surra neles utilizando uma corda e uma cinta de couro.

Ainda de acordo com o depoimento prestado pelos menores, o pai consumia bebia alcoólica e ficava violento, batendo nas crianças com socos e chutes. Levados ao departamento de polícia no último sábado, os jovens relataram que agora, quatro anos depois, a violência do pai ainda se mantinha. Disseram ainda que a situação tinha melhorado após o pedreiro ter iniciado tratamento de alcoolismo. 

A família também já registrou boletim de ocorrência, em 28 de agosto, às 16h. Após a menina fugir de casa o pai foi até a polícia registrar a fuga da menor, na ocasião ela fugiu para ficar com o namorado. Ele disse no registro, que a menina fugiu porque ele não aceitava o relacionamento da filha com o outro menor.

A menor disse na delegacia, após retornar para escola no dia seguinte (29 de agosto), que sofria agressões tanto do pai físicas e psicológicas, disse ainda que a mãe, de 42 anos também agia como o pai. 

No sábado, o pai levou a menina acorrentada até o pelotão de Policia Militar do Bairro Coophavila II, na ocasião, ele disse que precisava de ajuda da polícia para que a menina não fugisse de casa. Ele assumiu também  ter acorrentado a menor para ela não ir ver o namorado.

O pedreiro acabou preso e passará por audiência de custódia nessa manhã (6), para definir se ficará preso esperando o andamento do inquérito e posterior processo ou se poderá responder em liberdade. A menor apresentava hematomas na altura de um dos braços e pernas. Em razão do fato, o Conselho Tutelar foi acionado.

Fonte: Campo Grande News.