22 de setembro de 2020
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Polícia

Ponta Porã Arsenal apreendido na fronteira seria usado para assaltar bancos ou enviado para o Rio

Três homens foram presos com o arsenal enterrado aos fundos de uma casa em uma chácara de Ponta Porã (MS).

O arsenal de guerra apreendido pelo Departamento de Operações da Fronteira (DOF) em Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense vizinha a Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Paraguai, foi um dos maiores apreendidos pelo departamento, de acordo com o diretor Marcus Paulo Gimenez.

O diretor ainda afirmou que já existem hipóteses para o destino do armamento pesado, o que inclui fuzis, munições, granadas, explosivos, coletes balísticos e um veículo blindado. As armas seriam enviadas para o Rio de Janeiro ou utilizadas para roubo à bancos.

"Não descartamos que essas armas tinham endereço o Rio de Janeiro ou um novo Cangaço, ações contra instituições financeiras em virtude das armas e a amplitude dos explosivos apreendidos", explicou .

Três homens foram presos na noite deste sábado (8) com o arsenal enterrado aos fundos de uma casa em uma chácara de Ponta Porã. A apreensão correu após um bloqueio policial para fiscalização em uma rodovia próximo a cidade de Ponta Porã. Os militares, viram uma caminhonete em alta velocidade e deram ordem de parada. No entanto, o motorista não obedeceu e só parou após perseguição.

Conforme a DOF, o condutor, um homem de 38 anos, disse que é proprietário de fazendas no Paraguai e que iria a Ponta Porã fazer compras. O passageiro, de 25 anos, contou aos policiais que é sobrinho do motorista, que reside em Campo Grande e que tinha ido à casa do tio para passear e pescar.

O terceiro homem, de 28 anos, disse aos policiais que mora no Rio de Janeiro e que veio para Mato Grosso do Sul para trabalhar na chácara como motorista. O condutor da caminhonete ainda afirmou aos policiais que poderiam averiguar o local, pois não tinham nada a esconder.