04 de dezembro de 2020
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Traficantes estão mais violentos e carregam quantidades maiores de drogas, diz PRF

Em 2013, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu 54 toneladas de maconha contra 38 toneladas em 2012. Este aumento é causado por diversos fatores, entre eles está a mudança na forma de operação dos traficantes que agora carregam cargas maiores e se comportam mais violentamente. Conforme dados da seção de policiamento e fiscalização da PRF, 53% da maconha e 38% da cocaína apreendida no Brasil todo é encontrada nas rodovias do Mato Grosso do Sul.

“Hoje eles (traficantes) lotam veículos. O carro que antes levava 100kg de maconha agora leva 500kg, 600kg. Também não são mais carros velhos como antes porque eles tem a falsa ilusão de que a polícia não vai parar um veículo novo. E agora o veículo não para. Ele está mais violento e não obedece a ordem de parada. Se precisar atropelar, atropela. Se precisar atirar, atira”, explicou o chefe da seção de policiamento e fiscalização da PRF, Airton Motti.

Segundo a PRF, os traficantes se arriscam mais, pois a pena por tráfico é a mesma independente da quantidade de entorpecente transportada e porque fica mais barato fazer apenas uma viagem ao invés de dividir a carga.  Aumentaram os acidentes de pessoas que transportam as drogas também, pois elas ficam muitas horas na direção, sem dormir, e não param nem para abastecer, carregando gasolina em galões.

Em Mato Grosso do Sul, no ano de 2013 foram apreendidas 54 toneladas de maconha, 2,5 toneladas de cocaína, 13400 munições, 78 armas, 2,3 milhões de pacotes de cigarro contrabandeado e 12,5 mil medicamentos. A polícia ainda destaca o aumento no roubo de carros para o transporte da droga. Só em 2013, 315 veículos foram recuperados na região de fronteira. Ao todo, 1926 pessoas foram presas.

Outros pontos assinalados pela PRF que contribuíram para o aumento das apreensões são a Lei do Abate que permite deter aeronaves hostis, o trabalho de monitoramento, a viatura scanner, a base de operações aéreas, a Operação Sentinela, as operações temáticas e a criação dos grupos de policiamento tático.

Diana Christie