20 de outubro de 2020
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GOVERNO DO RIO

69 deputados votaram pelo impeachment de Wilson Witzel

Witzel foi afastado do poder, por 180 dias, no dia 28 de agosto, no âmbito da Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção

Por unanimidade — 69 votos a zero — votaram os deputados estaduais do Rio para encaminharem a julgamento o governador Wilson Witzel. O governador é acusado de crime de responsabilidade por desvio de dinheiro público, cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) local definirão primeiro se ele deve ser afastado do cargo e, depois, se perderá os direitos políticos. Ele já está afastado previamente, pelo período de 180 dias, em decorrência das investigações. 

Na próxima 3ª-feira (22.set.2020) a Assembleia Legislativa escolherá os parlamentares, enquanto no TJ serão sorteados os desembargadores. O prazo do processo é de 120 dias a começar de hoje. “Esta casa está em vias de aceitar, pelo visto já é unanimidade, então para que vou tentar me defender”, questionou Witzel por vídeo remoto. “Não posso me defender quando os juízes já previamente manifestaram que vão votar sim no meu processo. Que julgamento é esse?” Witzel é acusado de ter recebido pelo menos meio milhão de reais em contratos falsos do escritório da primeira-dama — dinheiro oriundo da saúde, durante a pandemia.

Witzel foi afastado do poder, por 180 dias, no dia 28 de agosto, no âmbito da Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção em contratos públicos do governo do Rio de Janeiro. A ação foi autorizada pelo ministro do STJ Benedito Gonçalves.

Há uma onda de impeachments em curso no Brasil. Desde que a ex-presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo, estiveram ameaçados do processo os ex-governadores de Minas, Fernando Pimentel, e do Rio, Luiz Fernando Pezão. E estão sob ameaça, além de Witzel, o catarinense, Carlos Moisés, e o amazonense, Wilson Lima.