24 de junho de 2021
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Acuado por escândalos, PT vai ao MPF tentando constranger Azambuja

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A repercussão nos bastidores políticos – inclusive de aliados – não foi das melhores para o PT de Mato Grosso do Sul, a propósito do pedido de providências formalizado hoje, reivindicando ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal que apure as declarações do senador paraguaio Arnoldo Wiens, sugerindo ligações entre o ex-prefeito de Ypejhúe, Vilmar Neneco Acosta, e o governador eleito Reinaldo Azambuja.

O senador faz parte da Comissão Bicameral que investiga o assassinato do jornalista do periódico paraguaio ABC Collor, Pablo Medina, e sua assistente Antonio Almada, ocorrido em outubro. Neneco, acusado de liderar uma rede de narcotráfico, é tambémk apontado como provável mandante da morte do jornalista.

Azambuja negou com veemência as insinuxigir retratação. Desde que a notícia começou a ser divulgada, o governador eleito passou a receber manifestações de solidariedade e apoio de todas as partes do País, sobretudo de Mato Grosso do Sul e das bancadas parlamentares do Congresso Nacional, prefeitos, governadores e outras autoridades, inclusive adversários ferrenhos da recente campanha eleitoral.

As insinuações do senador paraguaio não provocaram nenhum abalo na rotina de Azambuja, que limitou-se a publicar uma nota de esclarecimento e repúdio e determinar aos seus advogados que tomem as providências necessárias. Mas mesmo sabendo da fantasiosa história e do absurdo que contém, o PT sul-mato-grossense , por meio de seu Diretório Regional, solicitou intervenção do MPE e PF para investigar uma notícia sem nenhuma sustentação fundamentada, a não ser uma insinuação que não encontra amparo em fatos reais, nem em indícios mínimos de veracidade.

Durante todo o período e pré-campanha e de campanha, em quase nove meses os concorrentes tiveram tempo e recursos suficientes para esquadrinhar e bisbilhotar a vida política e pessoal de cada um. Quando Azambuja cresceu e deu sinais de que poderia vencer, isso já no primeiro turno, ele passou a ser um alvo potencial para os ataques. Nada que o vinculasse a desvios éticos, morais ou de outra ordem foi encontrado.

A atitude do PT pode indicar ou sugerir a tentativa de exploração política de uma notícia que não se sustentou. Com isso, em âmbito regional o partido pode agravar a situação incômoda e constrangedora que vem vivendo por causa dos escândalos do mensalão e dos propinodutos na Petrobras.

Depois da humilhante derrota na sucessão do governo estadual, será muito difícil ao partido convencer a opinião pública que o pedido ao MPF e à PF não passa de manobra política para, no mínimo, tentar criar constrangimento ao seu carrasco eleitoral.

Redação