23 de janeiro de 2021
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Adeptos de Bernal invadiram Sedesc gritando e chutando portas

O secretário municipal de desenvolvimento econômico Edil Albuquerque está neste momento em frente ao Paço Municipal acompanhado dos secretários de administração Valtermir Alves Brito, do procurador geral do município, Fábio Castro Lenadro, do secretário de governo Rodrigo Pimentel, para aguardar a chegada da polícia que fará a perícia nas secretarias do paço para constatar o que foi retirado da prefeitura. Edil desabafa e afirma que em 64 anos de vida nunca presenciou cenas de vandalismo como as de ontem. "Quando fui retirado de minha sala, estava atendendo o Chio Maia (Presidente da Acrissul), e eles chegaram chutando as portas e gritando. Nunca vi um ato de vandalismo como esse, que certamente foi orquestrado", lamenta o secretário. Edil relembra que a secretária de gabinete do prefeito Gilmar Olarte (PP) foi retirada da sala à força pelos simpatizantes de Bernal que estavam no local. "Quebraram o braço dela quando a retiraram à força do gabinete", conta Edil. O secretário afirmou que chegou há pouco na prefeitura e percorreu os corredores externo do prédio do paço municipal para tentar verificar se as portas e secretarias sujo acesso é fora do complexo principal estavam abertas. "Andei pelos corredores, as portas agora estão fechadas." Segundo Edil, o prédio do Paço abriga as secretarias de governo, administração, finanças, desenvolvimento econômico, central de compras além do gabinete. Edil observa que, mais uma vez, as atitudes do ex-prefeito cassado Alcides Bernal (PP) prejudicam Campo Grande. "Todas as manhãs, eu realizo pelo menos três reuniões de trabalho e hoje está tudo parado. Exisitem 110 empresas que estão deixando de aportar em Campo Grande. Com isso, são oito mil empregos a menos e cerca de R$ 800 milhões em investimentos que a cidade perde. Só hoje, são 1500 funcionários que estão sem trabalhar", finaliza. Heloísa Lazarini e Tayná Biazus