18 de abril de 2021
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Eleições

Apesar das restrições, prefeituras ainda atraem novatos e veteranos

Na maioria dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul as disputas pelas prefeituras vão envolver novas e velhas personagens da política. Mesmo com uma legislação bem mais rigorosa, com regras que engessam o processo de busca de votos, o poder ainda exerce forte sedução. Não por acaso, atuais e antigas gerações enfrentam um período menor de campanha (45 dias, em vez de 90), proibição de financiamentos empresariais, controle rigoroso de gastos e, depois, uma fiscalização minuciosa e requintada dos mandatos, especialmente quanto ao uso do dinheiro do contribuinte e do patrimônio publico.

NOVA ANDRADINA – Depois de alguma relutância, o prefeito Roberto Hashioka (PSDB) decidiu concorrer à reeleição e tentar seu quarto mandato. E está entrando num tabuleiro de cinco candidaturas, pulverização que não acontecia em 34 anos. Um dos concorrentes que Hashioka enfrentará é outro veterano, o ex-prefeito Gilberto Garcia (PR). Estreantes nesse tipo de disputa, os empresários Edílson do Gás (PT) e Claudinei Magrelo Brambila (Pros) e o ex-vereador Mário Xavier (PHS) acalentam a esperança de neutralizar os trunfos atribuídos aos mais experientes Hashioka e Garcia.

 

CAMAPUà– O empresário Delano Huber (PSDB) e o vereador Manoel Nery (PMDB) polarizam a caça aos votos do eleitorado camapuanense. Ambos concorrem ao cargo de prefeito pela primeira vez, embora Manoel Nery tenha uma experiência em mandato no Poder Executivo. Na gestão de Eraldo Azambuja (1995-98), com 25 anos de idade, era o vice-prefeito

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Natural de Camapuã, filho do ex-deputado e ex-prefeito Moisés Nery, que governou o município duas vezes, o vereador tem 45 anos, é pecuarista, piscicultor e formado em Agronomia pela Universidade Federal de Londrina (PR). Empresário e pecuarista, natural de Tupi paulista (SP), Delano é sócio-proprietário do Grupo Huber e tem com a família diversos negócios, como a criação de gado em Camapuã e na Bahia, além de investimentos no segmento sucroalcooleiro,em São Paulo.

SIDROLÂNDIA – O prefeito Ary Basso (PSDB) é candidato à reeleição e está livre de um fortíssimo rival: o ex-prefeito Daltro Fiúza (PMDB), com pendências judiciais, não quis correr o risco e desistiu da disputa. Poderia ganhar e não levar. Seu partido decidiu apoiar o atual vice-prefeito, Marcelo Ascoli (PSL). Mas outros dois pretendentes estão dando aos sidrolandenses uma de suas eleições mais pulverizadas da história. Com Beto Teles (PV) e Haroldo Calves (PEN) a disputa tem quatro concorrentes – e poderiam ser cinco, com o petista Jean Nazareth.