28 de fevereiro de 2021
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Pauta Trancada

'Até Bernal conversar com os professores não votamos nada' diz Rocha

Na manhã desta terça-feira (29) integrantes do Fórum Permanente de Entidades Não Governamentais de Assistência Social do Município de Campo Grande (FPENGAS), foram a Câmara de Vereadores para expor o não recebimento de nenhuma parcela da subvenção social em 2016.

Segundo a classe essa situação se repete a muito tempo e o atraso dos repasses dos recursos públicos dificulta a administração e a prestação de serviço por parte das entidades.

Durante sessão do último dia 22, o Executivo enviou em regime de urgência um projeto de suplementação para fazer pagamentos referentes às Organizações não Governamentais (Ongs), porém como a pauta está fechada para o Executivo, esse pedido foi negado pela mesa diretora.

Diante da negativa, representantes de diversas ONGs da Capital foram à Câmara em busca de solução. As ONGs afirmam estar sem receber da Prefeitura desde janeiro deste ano. 

A vice-presidente do Conselho e Coordenadora das entidades de Assistência Social de Campo Grande, Sueli Gomes, esteve na Câmara e pediu que a pauta seja destrancada ou que seja desmembrada do projeto a parte que incluí as entidades de assistência social para que possam receber.

“As entidades estão sem receber janeiro, fevereiro e março, e se continuar dessa forma com a pauta trancada, nós vamos receber só em maio, as entidades vão morrer, a assistência social é planejada e continuada, não pode ficar sem receber por questões políticas, tem que pagar as entidades, porque elas não estão recebendo”.

Segundo o vereador Carlão (PSB) o atual prefeito Alcides Bernal (PP) cortou o auxílio às entidades que já estavam conveniadas com a antiga gestão prefeitura para colocar ‘gente dele’. Carlão explica que no intuito de passar de outros itens junto com o pedido de suplementação das ONGS, a prefeito fez uma ‘pegadinha’, porém a votação de pauta da prefeitura está fechada até que se resolva à problemática envolvendo o aumento salarial dos professores da rede municipal.

De acordo com o vereador José Chadid (PSDB) a prioridade é atender as entidades que prestam serviço a comunidades porque algumas delas não têm verba nem para pagar água e luz.

“Nós estamos aguardando que a prefeito converse com os professores, até que isso se resolva a pauta está trancada”, disse o presidente da Câmara o vereador João Rocha (PSDB). Ele explica que essa situação de irregularidades foi causada pela própria prefeitura e que em todos os momentos a Câmara se propôs a ouvir e ajudar a procurar uma solução.