22 de junho de 2021
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Azambuja defende que responsáveis por Gisa sejam investigados

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O governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que o caso do Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), sistema de marcação de consultas, que deveria funcionar também via telefone e opera basicamente o sistema de marcação e consultas nas UBSs de Campo Grande, deve ser investigado. “O Ministério Público e o Tribunal de Contas devem investigar”, afirmou. Azambuja disse que não será contra nenhuma investigação e que esses órgão são independentes e devem fazer uma investigação minuciosa para que sejam apurados todos os fatos. “Não se pode ser contra nenhuma investigação, até porque eles são órgãos independentes. O que não se pode é fazer um pré-julgamento antes da finalização das investigações”, disse. O governador eleito espera que os responsáveis sejam punidos, conforme a lei caso seja comprovada alguma a irregularidade na contratação da empresa e na utilização dos recursos públicos. “Espero que a investigação apure o que e quem cometeu algo de errado e quem cometeu algo de errado que pague pelo que fez erroneamente”, ponderou. O Gisa deveria ter 12 módulos em funcionamento, mas apenas quatro foram efetivamente implantados e mesmo assim insatisfatoriamente. De acordo com relatório feito pela CGU/MS (Controladoria Geral da União do Mato Grosso do Sul) o convênio firmado pela prefeitura de Campo Grande, na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), para a aquisição do sistema Gisa, causou prejuízo de R$ 6.861.705,73 aos cofres públicos. CPI da Saúde em MS - A CPI foi a maior investigação já realizada na saúde de Mato Grosso do Sul. Em seis meses de trabalho mais de 100 pessoas foram ouvidas em 11 cidades do Estado e mais de 70 mil páginas de informações foram catalogadas por uma equipe de 19 técnicos. Todo o material da investigação foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde), governo do Estado e Ministério da Saúde. Leide Laura Meneses e Tayná Biazus