23 de abril de 2021
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Eleições

Bispo, Derley, Laércio e Odilon estão na briga

Bela Vista, Porto Murtinho, Anastácio e Aquidauana definem cenário de disputas

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Vereador no terceiro mandato, o ex-delegado de Polícia Jair Bispo vai disputar pelo PDT a Prefeitura de Bela Vista. Com o petista Custódio Morais de vice, ele deve enfrentar ao menos quatro concorrentes: o prefeito em exercício Valdez Marques Claro (Sd), Guto Zacarias (PMDB), Reinaldo Piti (PSDB) e Fabrizia Tinoco (PRB). Um detalhe curioso: os cinco são vereadores e Valdez presidia a Câmara quando teve que assumir a Prefeitura no lugar do vice Douglas Gomes, que acusado de improbidade foi afastado do cargo que ocupava após a morte do titular, Renato Rosa, que se suicidou ano passado.

 

 

 AQUIDAUANA – Com o prefeito Zé Henrique Trindade (PTB) fora do páreo – ele não quis candidatar-se à reeleição -, Aquidauana deve ter três nomes para escolher seu futuro administrador. O pecuarista Odilon Ribeiro (PSDB), o ex-vereador Raimundo Pinheiro (PSC) e o ativista comunitário Tiago Roda (PSOL) estão inscritos e, em princípio, só falta o PT decidir se sai com chapa própria ou fica fora da disputa.

 

 

 Aparentemente, o cenário favorece Ribeiro, beneficiado por alguns fatores: o apoio do governador tucano Reinaldo Azambuja, a transferência do ex-prefeito e deputado Felipe Orro do PDT para o PSDB e a adesão do PMDB. Impedido de concorrer por causa de pendências judiciais, o ex-prefeito peemedebista Fauzi Suleiman, dono de reconhecida força eleitoral, preparou a candidatura da mulher, Selma. Mas o casal desistiu e Selma aceitou concorrer como vice de Ribeiro.

 

 

 No entanto, Pinheiro quer surpreender e confia na experiência acumulada como vereador em seis mandatos, delegado, juiz de Paz e professor. E também conta com o aprendizado de uma eleição majoritária: em 2012 ele enfrentou dois fortes rivais na sucessão aquidauanense. Ficou em terceiro lugar, atrás de Fauzi e Zé Henrique, mas alcançou 4.465 votos, um desempenho que o anima para novo desafio.

 

 

 ANASTÁCIO – Em segundo mandato e, portanto, impedido de tentar nova reeleição, o prefeito Douglas Figueiredo quer dar em outubro um dos passos mais importantes no projeto com o qual pretende cacifar o voo rumo à Assembleia Legislativa em 2018. Eleito pelo PSDB e agora no PDT, Douglas não economiza esforço para tornar viável esse objetivo. Lançou um correligionário, seu vice-prefeito e ex-vereador Laércio Valério, e tirou do caminho uma concorrente que poderia complicar as coisas, a vereadora Maria Vital (DEM). Ela será a vice na chapa de Valério, uma união compartilhada por outros sete partidos (PMDB, PSL, PEN, PTN, PSD, PT E PRB).

 

 

 No tabuleiro de Anastácio há outras peças dispostas a atrapalhar os planos de Douglas e Valério. Apresentaram-se como pré-candidatos e devem ser confirmados o ex-prefeito Nildo Alves Albres (PSDB), o coronel da PM Evaldo Mazuy (PSC) e Gílson Matos (PSDC). No caso de Nildo Albres – que a exemplo de Douglas já presidiu a Associação dos Municípios (Assomasul) – a perspectiva é que sua campanha seja turbinada com a presença do governador Reinaldo Azambuja.

 

 

 PORTO MURTINHO – O petista Heitor Miranda é outro prefeito que renunciou ao direito de buscar a reeleição. Mas não cruzou os braços no processo sucessório porto-murtinhense e construiu uma insólita e inesperada aliança: está apoiando uma de suas mais ferrenhas adversárias, a ex-vereadora Rosângela Baptista (PMDB). 

Em 2012, ambos protagonizaram uma renhida e polêmica disputa. Rosângela venceu nas urnas por apenas 89 votos, mas não levou. Teve seu registro cassado pela Justiça Eleitoral, que acatou denúncia do Ministério Publico contra o prefeito Nelson Cintra Ribeiro, à época no PSDB e patrono da candidatura da peemedebista. O prefeito, segundo o MP, favoreceu sua candidata transgredindo a lei eleitoral ao pedir votos para ela em emissora de rádio estrangeira (Porto Murtinho fica na fronteira com o Paraguai), além de ser flagrado pela promotoria distribuindo materiais de construção para eleitores.

 

 

 Rosângela ganhou agora o apoio de Heitor e, evidente, perdeu o de Cintra, que pôs o PSDB e seus liderados no bloco de sustentação do pecuarista Derley Delevatti, o pré--candidato tucano. Maria Lúcia Ribeiro, esposa de Cintra, não quis entrar na disputa, mas está no palanque dos tucanos, juntamente com o PR. 

Os republicanos abriram mão de entrae na corrida sucessória, mesmo tendo dois pré-candidatos disponíveis, o vereador Marco Andrei e sua mãe, a ex-vice-prefeita Fátima Vidotte. Inicialmente, Rosângela e Delevatti polarizariam a “guerra”, mas há um terceiro nome na fita, o de Adolfo Olmedo, do DEM. Ele está sendo assediado para engrossar as fileiras de Delevatti.