29 de setembro de 2020
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ALTA NOS PREÇOS

Bolsonaro ri de arroz e ovos caros. "É lei da oferta e da procura", diz

Nos últimos meses, o povo brasileiro tem sofrido com o aumento de alimentos básicos para a alimentação nas prateleiras

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou nesta 4ª-feira (16.set.2020) que o preço do ovo também subiu no Brasil, a exemplo do que ocorreu com o arroz, e creditou o aumento à lei da oferta e procura. Ele conversava com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã, quando um deles disse ser da "capital do ovo", Bastos (SP), o município que tem a maior produção de ovos do país.

"Aumentou o preço do ovo também, né?", perguntou o presidente, sorrindo. “Mas, pô, é lei da oferta e da procura. É igual o arroz, a partir do final de dezembro começa uma colheita grande de arroz, daí normaliza o preço. Eu não posso é começar a interferir no mercado. Se interferir, o material some da prateleira, daí fica pior", afirmou segundo o Globo.

Para defender sua gestão, o presidente brasileiro atacou a Argentina, governada pelo Alberto Fernandez, crítico de Bolsonaro.

"Não vou fazer crítica à Argentina aqui, mas dá uma olhadinha como é que tá indo lá. Quem tem um amigo lá, manda enviar imagem pra você o que tá acontecendo. A opção errada na política, muitas vezes, o que pode acontecer", insinuou.

Nos últimos meses, o povo brasileiro tem sofrido com o aumento de alimentos básicos para a alimentação nas prateleiras.

Arroz, feijão, carnes, ovos, leite e farinha de trigo registraram alta nos preços, fato que impacta diretamente as famílias de baixa renda do país.

Já o ministro da Economia foi autor de uma fala um tanto controversa. Paulo Guedes, afirmou que o preço do arroz  teve forte alta em meio à crise da pandemia porque a condição de vida dos mais pobres estaria melhorando. A fala se deu durante videoconferência da Telecomunicações do Brasil esta terça-feira (15). A inflação do produto acumula alta de 19,2% no ano.

Guedes  também classificou o auxílio emergencial de R$ 600 e o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como "enxurrada de dinheiro" aos mais pobres.

"A pauta de consumo dos mais vulneráveis e dos mais frágeis é justamente a alimentação e a construção da casa própria. Então está havendo um boom da construção na baixa renda e nos supermercados", disse Guedes na live.

“Os mais pobres estão comprando, estão indo no supermercado, estão comprando material de construção. Então, na verdade, isso é um sinal de que eles estão melhorando a condição de vida. O preço do arroz está subindo porque eles estão comprando mais – está todo mundo comprando mais. Além disso, tem as exportações e subiu o dólar também”, justificou o ministro da Economia.

Fonte: YAHOO