28 de outubro de 2021
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Eleições

Campograndenses vão votar pelo resgate a credibilidade do município

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Os 600 mil homens e mulheres que constituem o eleitorado de Campo Grande terão em outubro deste ano várias opções para depositar seu voto nas urnas e eleger quem vai governar a cidade a partir de 2017. Além do prefeito Alcides Bernal (PP), que tentará se reeleger, há no mínimo outras nove a 10 pessoas dispostas a buscar esses votos, entre as quais o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), que lidera as pesquisas registradas na Justiça Eleitoral e divulgadas; a vice-governadora Rose Modesto (PSDB); o deputado estadual Coronel Davi (PSC); o ex-vereador e corretor de imóveis Renato Gomes (PRP); o protético Elizeu Amarilha (PDC); o vereador Marcos Alex (PT); o engenheiro Marcelo Bluma (PV); e o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT).

 

Há outras possíveis candidaturas que ainda precisam ser confirmadas, como as do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) e do deputado federal Dagoberto Nogueira. Porém, mais que os nomes os eleitores estão interessados mesmo é na ficha, na capacidade administrativa e nos perfis político e pessoal dos candidatos. Quem vota não quer mais ser enganado, nem comprar gato por lebre, como aconteceu recentemente, quando a eleição de Alcides Bernal aconteceu como se fosse o remédio de todos os males e a cidade ficou ainda mais doente pelo abandono e a alta de respostas do poder publico local.

 

Quando as urnas se abrirem no dia dois de outubro, a resposta sincera da comunidade será dura e implacável, exigindo uma gestão que seja capaz e resgatar a credibilidade gerencial e política do Município, que já faz um bom tempo não recebe mais grandes e frequentes investimentos como ocorria até 2011-12. Os investidores pensam e repensam várias vezes antes de abrir negócios na capital de Mato Grosso do Sul, hoje com o temor de correr riscos desnecessários. E as causas da desmotivação estão evidentes na precária infraestrutura de logística, mobilidade e trânsito que a cidade oferece, com ruas esburacadas, congestionamento nas principais vias de escoamento, queda na qualidade de serviços básicos (saúde e limpeza publica, por exemplo).

 

A qualidade de vida dos campograndenses, que já figurou recentemente entre as melhores avaliadas do Brasil, agora está em situação de risco, haja vista as epidemias, como as de dengue e gripe H1N1, a falência do sistema de saúde publica e o brutal desaquecimento da oferta de empregos, notadamente na construção civil pois a cidade há quase quatro anos não recebe nenhuma obra de grande porte. As obras que existem são aquelas inacabadas de gestões anteriores, retomadas a passos de tartaruga e longe do seu maior potencial de empregabilidade.

 

Os eleitores, com certeza, querem mudar este cenário e sabem que dispõe da arma para isso. Basta votar em candidatos e propostas que verdadeiramente restituam a credibilidade de Campo Grande como cidade ideal para investimentos e reconhecida por seu comprometimento com a beleza urbana e a sustentabilidade, e não esta moldura de caos e abandono com que é apresentada aos olhos de seus moradores e dos visitantes.